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Máquinas | 21/11/2012 | 21h17

AGCO prevê novo recorde de vendas em 2012

Receita global deve atingir US$ 10 bilhões contra US$ 9 bilhões de 2011

SUELI REIS, AB

A AGCO, grupo que detém as marcas Massey Fergusson e Valtra, fabricantes de máquinas agrícolas, prevê alcançar novo recorde de receita em 2012, para US$ 10 bilhões contra o recorde anterior de 2011, US$ 9 bilhões. As expectativas do grupo foram apresentadas pelo CEO e presidente do conselho, Martin Richenhagen, que veio ao Brasil para seu encontro anual com a imprensa, realizado na quarta-feira, 21, em São Paulo. Ele enfatizou a importância da América do Sul nos negócios globais.

“A AGCO tem um posicionamento de mercado sólido na América do Sul e nossa intenção é manter a liderança em tratores e ganhar mercado com colheitadeiras, pulverizadores e implementos”, afirma. O executivo observa que o mercado na região vem apresentando resultados positivos desde 2009, marcando novo recorde a cada ano.

A participação da América do Sul na receita global, de 21% em 2011, só perde para o aglomerado EAME, que reúne os mercados de Europa, África e Oriente Médio, com fatia de 54%. América do Norte vem logo atrás com 20% e demais regiões somam 5%.

Com este cenário, a empresa tem investido fortemente na América do Sul, onde concentra 6 fábricas, sendo cinco no Brasil e uma na Argentina, que é uma joint venture para a produção de motores. Neste ano, o plano da AGCO é investir US$ 70 milhões, que inclui aplicação nas plantas de Ribeirão Preto, Mogi das Cruzes (SP), Canoas (RS) e na Argentina, que terá uma nova fábrica para a produção de tratores e de componentes para abastecer o mercado local. Segundo Richenhagen, a estratégia para o país vizinho inclui a criação de base local de fornecedores e o abastecimento de motores para tratores de alta potência para o Brasil, que ainda não têm produção nacional.

Entretanto, o maior investimento da AGCO na região está na ampliação da planta de Santa Rosa (RS), que recebeu R$ 65 milhões entre 2011 e 2012 para a construção de uma nova área de pintura, modernizada, com nanotecnologia e mais equipamentos de automação. Com a ampliação, a planta, que é responsável pela produção de colheitadeiras Massey Fergusson e Valtra, terá aumento de 50% de sua capacidade atual de 2 mil máquinas por ano.

MERCADO NACIONAL

Com os olhos voltados para o Brasil, a AGCO aposta na continuidade do crescimento do mercado nacional, apoiada na redução da taxa de juros da linha de financiamento Finame PSI, que tem dado o fôlego que o mercado precisava para reagir, avalia André Carioba, vice-presidente sênior e gerente geral da AGCO para a América do Sul. Para o executivo, o impacto é altamente positivo e deve garantir o crescimento de 5% previsto para as vendas da companhia deste ano no Brasil na comparação com o volume apurado em 2011.

“Teremos um último trimestre muito forte, com dezembro atípico no sentido positivo, com este cenário, estamos prevendo um ano saudável apoiado pelo PSI. Vamos trabalhar até o fim do ano para atender a demanda, prorrogando as férias coletivas”, disse.

Sobre a taxa de 2,5% ao ano, que vigora até 31 de dezembro, Carioba aposta em uma nova medida do governo. “Acredito que uma alternativa seria elevar a taxa, mas não totalmente, algo como 4% a 4,5% ao ano já seria um estímulo muito forte”, diz.

O executivo lembra que os números em 2011 foram robustos e que desde 2008 o mercado apresenta forte solidez. Segundo Carioba, a venda média de tratores subiu de 20 mil unidades em 2006 para 50 mil em 2008, a maior parte de máquinas com até 70 cv de potência. Ele aponta que a tendência para os próximos 3 ou 4 anos no País é de aumento da demanda por máquinas mais potentes, entre 100 cv e 120 cv de potência.

“Por enquanto importamos dois modelos de tratores mais potentes da França, mas de acordo com a demanda, poderemos produzi-los aqui, em 5 ou 10 anos”, estima.

A AGCO é líder nacional no mercado de tratores, com cerca de 50% de participação. Entre janeiro e outubro, suas entregas somaram 22,8 mil unidades, leve queda de 0,4% na comparação com igual período de 2011. Já em colheitadeiras, a empresa figura como a terceira do mercado, atrás da líder John Deere e da vice CNH (Case New Holland): juntas, as vendas das marcas Massey Fergusson e Valtra cresceram 12,6% nos dez meses de 2012, para 804 unidades.



Tags: máquinas agrícolas, AGCO, Massey Fergusson, Valtra, tratores, colheitadeiras.

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