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Autopeças | 08/11/2012 | 16h54

Moura e Heliar querem fim da informalidade na reposição

Empresas dividem o fornecimento direto de baterias para as montadoras

PAULO RICARDO BRAGA, AB

A paulista Johnson Controls, conhecida pela marca Heliar, e a pernambucana Baterias Moura dividem os fornecimentos de baterias de chumbo-ácido para os fabricantes de veículos leves e pesados no País. A primeira conta vantagem: entre 24 montadoras, atende 22, sendo 17 de forma exclusiva. A Moura tem 13 como clientes.

O fornecimento direto é atrativo e pode ser avaliado somando uma bateria por veículo leve fabricado e 1,6 por caminhão ou ônibus. Feitas as contas, para 3,14 milhões de leves e 263,8 mil pesados emplacados em 2011, foram fornecidas ao mercado local no ano passado nada menos de 3,56 milhões de baterias aos fabricantes.

O preço de uma Heliar ou Moura nas lojas de serviço, para 60 amperes, é da ordem de R$ 280, mas as empresas tratam as negociações com as montadoras em segredo. Para as duas marcas, na reposição, o desafio é enfrentar quase um centena de marcas com produtos de qualidade discutível e informalidade tributária, que cobra R$ 140 pelas baterias de segunda linha.

CERTIFICAÇÃO

“A partir de 2013 esse cenário começará a mudar, com a ajuda da legislação”, diz Fábio Trigo, diretor da Johnson Controls Serviços, referindo-se à Portaria 299 do Inmetro, de 14 de junho. A partir de junho de 2013 as baterias automotivas fabricadas no País ou importadas deverão apresentar selo de certificação de conformidade do produto, sejam elas destinadas a montadoras ou ao aftermarket.

A portaria do Inmetro prevê prazo para adequação de estoques. Assim, as fabricantes e importadoras têm até dezembro de 2013 para zerar estoques de baterias sem certificação, enquanto o limite para o varejo é junho de 2014. “Depois disso, precisamos torcer para que ocorra uma fiscalização eficiente para assegurar não apenas a qualidade técnica, mas também rigor no recolhimento de tributos”, observa Trigo.

Spartacus Pedrosa, gerente de produtos da Moura, lembra outro ponto em defesa da indústria nacional: além das baterias, também os processos deverão ser certificados e auditados. Assim tanto os fabricantes de segunda classe quanto asiáticas terão de se desdobrar para o enquadramento na legislação. Ele concorda com Trigo: “A fiscalização e o rigor tributário constituem o xis da questão no mercado de reposição”.

CHUMBO

A Johnson Controls lançou com bons resultados a tecnologia Powerframe, que reúne produtos de elevado desempenho. Uma bateria dura de 45 a 48 meses, lembra Trigo. Ele diz também que a fábrica de Sorocaba (SP), detém 90% das vendas de baterias AGM para motocicletas, tecnologia também utilizada por veículos importados de alto nível, que representam um nicho para o fornecedor. Nessas baterias, o eletrólito fica embebido em chapas de fibra de vidro.

A Moura tem produtos similares à Powerframe, com grades laminadas de chumbo. “É o chumbo que faz a diferença no custo e desempenho da bateria”, explica Pedrosa. Segundo ele, 10% a 15% da produção da Moura é destinada diretamente à exportação.

“A Heliar oferece exclusiva assistência móvel 24 horas (pela Mondial Assistance) aos veículos equipados com seus produtos de até 75 amperes adquiridos na reposição, o que exclui os pesados”, afirma Trigo. O serviço é oferecido, no período de garantia de 18 meses, para atender qualquer falha de origem elétrica nos sistemas veiculares. Na troca de baterias, nas lojas de serviço, o produto usado é necessariamente recolhido e reciclado.



Tags: Johnson Controls, Heliar, Baterias Moura, baterias, Powerframe, certificação.

Comentários

  • Norberto Duarte

    Bom dia. Não quero polemizar a matéria, porém gostaria de saber onde podemos comprar as baterias que duram 45 a 48 meses adquiridas no mercado de reposição? As que chegam de fábrica, nos veículos duram este tempo, mas as que compramos no mercado de reposição, DUVIDO! Sou usuário da Heliar e dois anos e meio foi o máximo que consegui com bateria comprada em loja Representante da heliar, eu sou engenheiro mecânico e antes de me formar era mecânico de automoveis, logo sei como cuidar da manutenção de um carro.

  • José Carlos Caminha

    lamentável e intencional as afirmações do Sr. Fabio Trigo (Johnson Controls) e Spartacus Pedrosa (baterias Moura). INTENCIONAL porque são sabedores que as Industrias Tudor de Baterias, possui certificados I S O 9001, I S O 14001, I S O TS 16949, foi a primeira industria brasileira a usar a tecnologia "laminada expandida", até então a melhor teconologia que se tinha era continua expandida, é a terceira maior exportadora de baterias do país com mais de USD 12.000.000 ano, atende montadoras: Volvo maquinas e tratores, Agritech, Yanmar, fabricantes de geradores: Cummins, Caterpilar, SDMO, rede ferroviária: MRS, ALL e está em avançado processo de homologação: Volkswagen e Mercedes Benz. ( se houver duvidas consulte-as) a Tudor vai continuar o seu processo de entrar nas grandes montadoras mesmo que isso não agrade as grandes corporações manipuladoras.

  • Andre Campos

    Vejo que a johnsonn e a Moura esta sim se adequando e certificando seus produtos jundo ao imetro, más intendo que só isso não é necessario pois, como revendedor revendo estes produtos e informo ao cliente que na minha empresa o produto só tera garantia median te Nota Fiscao e certificado da garantia, pois, tem centenas de lojas que vendem estes produtos até mesmo mais barato sem nota fiscal, a fabrica da garantia para qualquer um que apresentar o certificado de garantia. pois isso prejudica quem trabalha com legalidade fiscal, atrapalha o estado de melhorar a saude,educação e outros. Estas conceituadas industrias tem que especificar no certificado de garantia que é obrigatório a venda deste produto e que sera valida garantia mediante nota fiscal,. Fica a dica.. abs André Campos

  • Rogers Machado

    Ora amigos, todos sabemos que existem produtos semelhantes com qualidade diferente, cabe ao consumidor julgar e adquirir o que achar melhor ou o que possa pagar. Também sabemos que a tal portaria somente visa atender pressão da Heliar e Moura, as duas gigantes do setor. Voçê já verificou o preço das baterias após a tal portaria? Eu sim , praticamente dobraram de preço, então a quem interessou isto tudo, ao Imetro (que arrecada com a certificação) aos fabricantes e revendedores que viram seus lucros aumentarem abusivamente? Eu respondo. A todos, menos ao consumidor que ficou não mão de poucos exploradores que viu seu direito de escolha ser praticamente cassado.

  • Rogers Machado

    Ora amigos, todos sabemos que existem produtos semelhantes com qualidade diferente, cabe ao consumidor julgar e adquirir o que achar melhor ou o que possa pagar. Também sabemos que a tal portaria somente visa atender pressão da Heliar e Moura, as duas gigantes do setor. Voçê já verificou o preço das baterias após a tal portaria? Eu sim , praticamente dobraram de preço, então a quem interessou isto tudo, ao Imetro (que arrecada com a certificação) aos fabricantes e revendedores que viram seus lucros aumentarem abusivamente? Eu respondo. A todos, menos ao consumidor que ficou não mão de poucos exploradores que viu seu direito de escolha ser praticamente cassado.

  • Joel

    Infelizmente aki no brasil é assim mesmo os grandes criam as leis e poe de goela a baixo no povo ...pior é que niguem faz nada ..pode ter certeza que com essas empresas tem gente gahando uma bolada

  • Fernando

    tenhouma bateria Moura no meu carro rodando já a 5 anos. moura é moura.

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