Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Duas Rodas | 06/11/2012 | 00h10

Triumph investe R$ 19 milhões no Brasil

Fabricante montará cinco modelos em Manaus e importará outros três

MÁRIO CURCIO, AB

A Triumph já produz três motocicletas em Manaus. A fabricante de origem inglesa investiu R$ 19 milhões no Brasil, utilizados para montar motos na capital do Amazonas, para abertura de um escritório e um centro de treinamento em São Paulo e também para estocagem de componentes em Louveira (SP), feita pela Ceva Logistics, parceira da fabricante de motos.

O local utilizado na Zona Franca está em um condomínio industrial e começou a montagem dos modelos Bonneville T100 (R$ 29,9 mil), Speed Triple (R$ 42,9 mil) e Tiger 800XC (R$ 39,9 mil). “A decisão de montarmos nossas motocicletas no Brasil foi tomada há dois anos”, revelou o diretor mundial de vendas e marketing da Triumph, o escocês Paul Stroud.

A empresa pretende produzir 2 mil unidades em 2013. No dia 10 de novembro abre-se a primeira revenda concedida pela própria Triumph (na Avenida Juscelino Kubitschek, 360, em São Paulo). Em janeiro ocorre a inauguração de duas outras revendas, uma em Ribeirão Preto (SP) e outra em Porto Alegre (RS). Até 2014, a intenção é ter 12 revendas abertas.

Em 2013, a empresa montará também no Brasil a Street Triple e a Daytona 675, ainda sem preços definidos. Além das motocicletas nacionalizadas, a Triumph venderá em sua rede os modelos Thunderbird Storm (R$ 49,9 mil), Tiger Explorer (R$ 62,9 mil) e Rocket III Roadster (R$ 69,9 mil).

A Triumph participará de um segmento próspero no Brasil, o de motocicletas com cilindrada acima de 500 cc, que cresceu 13% no acumulado até setembro, enquanto o mercado como um todo caiu 13% no mesmo período. A Triumph com menor cilindrada é a Daytona, com motor de três cilindros e 675 cc.

Triumph
Triumph também já monta em Manaus a Tiger 800XC (à esquerda) e a Speed Triple

A Triumph tem duas fábricas em Hinckley, na Inglaterra, e três em Chonburi, na Tailândia. “Cada modelo só é feito numa fábrica, não há uma mesma moto em produção em dois países”, explica o gerente-geral da subsidiária brasileira, Marcelo Silva. A Tiger 800XC brasileira utiliza componentes ingleses; a Bonneville T100 e a Speed Triple nacionalizadas empregam itens provenientes da Tailândia.

O Grupo Izzo, que importou oficialmente as motos Triumph entre 2006 e 2010, vendeu cerca de 1,5 mil unidades (a maior parte da esportiva Daytona 675): “Estamos preparados para atender essas motos. A concessionária a ser inaugurada neste dia 10 tem uma estrutura maior que a necessária à abertura de uma revenda justamente para receber essas motocicletas”, assegura o gerente-geral da subsidiária brasileira.

Como ocorre no Brasil com outras motocicletas de baixo volume de vendas, o índice de nacionalização exigido pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) é pequeno: “Nas unidades em produção, utilizamos coroa, pinhão e manoplas nacionais”, cita o gerente-geral da subsidiária do Brasil, Marcelo Silva.

Para instalar-se na região, os fabricantes têm de cumprir um conjunto de regras chamado Processo Produtivo Básico (PPB), que exige maior número de componentes nacionais e operações fabris locais à medida que aumenta o volume produzido.



Tags: Triumph, Manaus, Zona Franca, PPB, Louveira, Ceva Logistics, Paul Stroud, Marrcelo Silva, Tiger, Bonneville, Thunderbird, Rocket III, Speed Triple, Street Triple, Juscelino Kubitschek.

Comentários

  • Marcel Mano

    Ótimo! Com o aumento de marcas no Brasil temos mais opções e a concorrência traz maior qualidade e melhores preços.

  • Luciano Borges Ribeiro

    Que boa noticia! Pois já estava muito preocupado! Pois tenho uma 675 e já estava desanimado com o suporte aqui no Brasil! Agora tenho varios amigos querendo adquirir uma!!

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência