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Ford Fusion 2.0 Ecoboost chega em novembro

Lançamentos | 18/10/2012 | 11h02

Ford Fusion 2.0 Ecoboost chega em novembro

Versão a gasolina é a primeira a vir para o Brasil este ano; flex e híbrido chegam no 1º semestre de 2013

CAMILA FRANCO, AB | De Los Angeles (Estados Unidos)

Ford

A Ford decidiu trazer incialmente para o Brasil apenas uma versão do novo Fusion, fabricado no México: a Titanium 2.0 Ecoboost com tração integral permanente (AWD), topo de linha. Serão pré-vendidas nas concessionárias 400 unidades pelo preço sugerido de R$ 112.990 a partir de novembro, após a apresentação do modelo no Salão Internacional do Automóvel, de 24 de outubro a 4 de novembro, em São Paulo.

As outras três versões do sedã, ainda sem preços divulgados, começam a ser vendidas no País no primeiro semestre de 2013. A com motorização 2.5 Duratec Flex, que já equipa a nova Ford Ranger, será a versão “de entrada” e deve ser lançada em março, bem como a Titanium 2.0 FWD (com tração integral). O Fusion Hybrid, com motor elétrico e a combustão, chegará ao mercado nacional em abril.

De acordo com o gerente de marketing de produto da Ford para o Fusion, Antonio Baltar, a fabricante decidiu importar primeiro a versão mais sofisticada porque os clientes dessa faixa de preço exigem exclusividade. “O nosso objetivo foi lança-la simultaneamente nos Estados Unidos e no Brasil. Consumidores do segmento premium não admitem ter de esperar por um modelo que já está sendo vendido em outro país. Teremos uma pré-venda de três meses para então, posteriormente, importarmos as demais versões.”

O executivo diz que desde 2006, quando o Fusion foi lançado no Brasil, considerando os motores 2.5 16V e 3.0 V6, mais de 55 mil unidades foram vendidas. Cerca de 500 do modelo antigo ainda serão comercializadas até o fim deste ano.

Com o novo sedã, o gerente prevê a participação de 20% nas vendas do segmento de veículos da faixa de R$ 100 mil, tendo como concorrentes diretos os modelos Volkswagen Passat e Hyundai Azera, além dos mais caros Toyota Camry e Volvo S60. O Fusion Flex, mais acessível, deverá ser o carro-chefe do volume de vendas.

GLOBAL

Resultado de um projeto que durou quatro anos, o novo Fusion é global e foi concebido, como assegura a Ford, para competir no maior número de mercados possíveis. “Será fabricado em cinco plantas (México, Bélgica e Rússia, já construídas; e em duas fábricas que estão sendo implementadas nos Estados Unidos e na China) e comercializado em mais de 160 países (na Europa com o nome Mondeo), com o mesmo nível de qualidade, tecnologia e até os mesmos acertos de motorização, inclusive calibração. A nossa expectativa é vender globalmente mais de 1,3 milhão de unidades por ano”, afirma Baltar.

Isso significa que o brasileiro pode esperar pelos mesmos veículos que já estão rodando pelos Estados Unidos, por exemplo. Mas com um porém: a única diferença para as unidades à venda nos EUA é que elas têm opcional de roda aro 19, enquanto no Brasil só haverá, por enquanto, a de 18.

Ford

TOTALMENTE NOVO

Em relação ao modelo antigo, o Fusion atual não herdou nada, a não ser o nome. A própria fabricante faz questão de ressaltar que nenhuma peça foi reaproveitada. O design deixou o excesso de detalhes cromados para dar lugar a linhas limpas e modernas, inspiradas no conceito Evos, revelado no Salão de Frankfurt de 2011. O carro será vendido com sete opções de cores: preto, cinza, prata, branco, azul e dois tons de vermelho.

O gerente salienta que o Fusion 2013 representa a evolução da linguagem de design Kinetic (cinétivo) da Ford, já presente na Ranger e no EcoSport, e que é caracterizada por formas que expressam movimento. Ele reforça também que todos os ângulos do carro foram aprimorados para aumentar a eficiência aerodinâmica e ajudar na redução do consumo de combustível.

“Houve um forte trabalho em conjunto entre a engenharia e o design para chegar a um sedã moderno e marcante, ao mesmo tempo mais leve, estável e seguro. Boa parte do desenvolvimento do projeto, cerca de 450 horas, teve que ser realizada em túnel de vento da Ford nos Estados Unidos. Foram mais de 2 milhões de horas apenas de modelamento matemático usando o túnel como referência. Como resultado, temos um coeficiente aerodinâmico de 0,27 (era de 0,33 no modelo anterior).”

No habitáculo, o espaço do Fusion (com 4,87 metros de comprimento, 2,85 de entre-eixos, 1,91 de largura e 1,48 de altura) é generoso. O porta-malas, contudo, reduziu em relação ao modelo anterior: tem 453 litros, 77 a menos.

O conforto é garantido graças à adesão de bancos de couro ergonômicos, com dez posições de ajuste e sistema de aquecimento; direção elétrica com compensação de vibrações; bom isolamento acústico; disponibilidade dos comandos à mão; e acabamento sofisticado. Todas as superfícies do painel, das portas e dos bancos são revestidas com matérias suaves ao toque. Há ainda detalhes internos sofisticados em metal.

TECNOLOGIA

O que mais chama atenção no novo Fusion é o pacote recheado de itens tecnológicos – alguns deles presentes apenas em carros mais luxuosos e caros, como Toyota Camry e Volvo S60, para os quais a Ford ousa olhar como concorrentes diretos.

O sedã tem de série o Sync Media System, com comandos de voz em português para funções de áudio, ar-condicionado, navegador e telefone, conexão Bluetooth, computador de bordo, duas entradas para USB, leitor de cartão de memória, chave configurável MyKey, sistema de monitoramento de pontos cegos, auxiliar de manutenção na faixa de rolamento, sistema de estacionamento automático, câmera de ré, farol alto automático, piloto automático com comando na direção, assistência de partida em rampa, freio de mão elétrico, abertura das portas por teclas, sistema de monitoramento de pressão dos pneus e espelhos retrovisores interno e externos eletrocrômicos.

Há ainda espaço para duas telas coloridas de 4,2 polegadas com comandos configuráveis no quadro de instrumentos, além da tela LCD de oito polegadas, com display de alta definição, no console central.

Para a segurança dos ocupantes, também de série, há oito airbags (dianteiros, laterais, de cortina e de joelho), direção elétrica, freios com ABS e cintos de segurança de três pontos com limitador de força e pré-tensionadores nos pontos de ancoragem.

MOTORIZAÇÃO

Foi no motor 2.0 Ecoboost, de quatro cilindros, a gasolina, que a Ford encontrou solução para alcançar a potência de um V6 ou V8 em um bloco bem menor, com curva de torque mais ampla e consumo de combustível e emissão de CO2 mais baixos.

O propulsor, fabricado na Europa e que estreia com o Fusion no mercado brasileiro, utiliza uma série de tecnologias já dominadas, como a turboalimentação, injeção direta e duplo comando independente de válvulas variável. Segundo a Ford, esta receita garante ao Ecoboost 2.0 240 cavalos de potência e 340 Nm de torque.

“O desempenho é fruto de um trabalho de downsizing realizado cuidadosamente pela engenharia da Ford”, explica Baltar. Ele ressalta que graças a esses avanços e ao uso de bloco de alumínio, o propulsor é até 20% mais econômico e reduz em até 15% as emissões de CO2 em comparação com motores maiores da mesma potência. “Faz 8,5 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada”, aponta.

O Fusion Titanium Ecoboost conta com suspensão traseira independente ControLink, tração integral permanente (AWD) e transmissão automática de seis velocidades com trocas no volante.



Tags: Ford, Fusion, Ecoboost, lançamento, sedã.

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