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Serviços | 15/10/2012 | 12h02

Certificação abre oportunidade de negócios

ABS Quality Evaluations aposta no setor automotivo

MARTA PEREIRA, PARA AB

Competitividade, desde sempre, é palavra de ordem no setor empresarial. As organizações têm que fazer cada vez mais e melhor, com menos custo. Por melhor, entenda-se, além de produtos inovadores, excelência na qualidade e no atendimento pós-venda, atender a uma infinidade de normas, que vão desde processos de gestão, produção até preservação ambiental. E não basta atender, tem que ser certificada.

Nesse contexto, a indústria automobilística é considerada uma das mais rigorosas. Somadas às tradicionais ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001, o setor exige dos seus fornecedores a ISO/TS 16949, norma que unifica os requisitos da maioria das montadoras, sejam americanas, europeias ou asiáticas.

Tornar-se uma empresa certificada e, consequentemente, ampliar as oportunidades de negócios não são tarefas simples. Também requerem investimentos. “O primeiro passo é escolher sob quais regras o negócio será conduzido. Vale ressaltar que essa decisão pode ser voluntária ou, o que é mais comum, uma exigência do cliente”, diz Sergio Luiz Custodio, diretor da ABS Quality Evaluations, certificadora credenciada por órgãos de acreditação, como Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).

REQUISITOS COMPLEXOS

Segundo o executivo, para se adequar a uma normatização, no geral as organizações contam com o auxílio consultorias especializadas, devido à complexidade. Para se obter a ISO/TS 16949, por exemplo, é necessário atender às rígidas especificações técnicas referentes ao sistema de qualidade para projeto/desenvolvimento, fabricação, instalação e assistência técnica de produtos.

Implementados os processos definidos nas normas, cujos prazos variam de organização para organização, entram em cena as empresas responsáveis pela certificação, como o ABS QE.

Fernando Pimenta, gerente de operações, explica que a auditoria de certificação contempla duas fases, realizadas por auditores especializados no segmento de atuação da empresa que busca a certificação.

“Na primeira etapa, que dura em média dois dias, fazemos a análise de documentos. Os procedimentos descritos, os indicadores de desempenho e produtividade, monitorados por 12 meses, os manuais de qualidade, os planos e resultados de auditorias internas, a situação da satisfação e reclamações dos clientes, entre outros, que devem estar de acordo com o exigido na norma”, explica Pimenta, salientando que, constatada alguma não-conformidade, a empresa terá até 90 dias para se adequar.

A segunda fase verifica se a prática está de acordo com a documentação. No período que varia de dois a 15 dias, são avaliados relatórios, registros e realizadas entrevistas com funcionários-chave. “Caso haja alguma irregularidade, são estipulados outros 90 dias para correção. Do contrário, procede-se à certificação, que vale por três anos.”

Mesmo depois de oficialmente atestada, o trabalho não termina. Recomendam-se auditorias de manutenção a cada seis ou 12 meses, a critério da empresa.

VANTAGENS

Eduardo Lima, gerente comercial do ABS QE, afirma que é difícil estimar o investimento total no processo de certificação. No entanto, as vantagens justificam.

“Melhoria contínua da qualidade e produtividade, redução do retrabalho e desperdício, padronização e otimização dos métodos de fabricação, entre outros ganhos que impactam diretamente na rentabilidade do negócio”, elenca, reforçando que, em determinados segmentos, ser certificado é requisito número um para se habilitar ao rol de fornecedores.



Tags: certificação, Inmetro, ABS Quality Evaluations, ISO/TS16949.

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