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| 24/12/2008 | 00h00

Repensando as operações automotivas em 2009

Na hora de enfrentar a chegada de 2009 as incertezas superam de longe as certezas. Apesar dos dirigentes da Anfavea, Sindipeças e Fenabrave terem procurado amenizar o impacto da crise nos últimos meses e trazer confiança ao setor, o final do no foi marcado pelo pessimismo e mostrou que as dificuldades não serão poucas em 2009.

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Na hora de enfrentar a chegada de 2009 as incertezas superam de longe as certezas. Apesar dos dirigentes da Anfavea, Sindipeças e Fenabrave terem procurado amenizar o impacto da crise nos últimos meses e trazer confiança ao setor, o final do no foi marcado pelo pessimismo e mostrou que as dificuldades não serão poucas em 2009. Um das principais tarefas à vista será recuperar o animo entre parceiros da cadeia de produção, estabelecer metas comuns e dividir responsabilidades. Nos anos recentes os dirigentes das montadoras estiveram empenhados em convencer os fornecedores a apostar no crescimento, investir em infra-estrutura, contratar pessoal e garantir o atendimento das encomendas. Com esse esforço somado, o setor automotivo caminhava para superar a produção de 4 milhões de unidades por ano a passos firmes, como queria o próprio governo. Com o cenário de crise a cadeia de produção volta a se desalinhar, exigindo grande esforço e cooperação para a reconstrução de estratégias, definição de novos produtos e nível de atividade. O Brasil automotivo estará vulnerável à falta de recursos financeiros internacionais e ficará sujeito a não mais encontrar amparo das matrizes das companhias ancoradas em Detroit e outras regiões duramente atingidas pela crise. Essas matrizes, afinal, constituíram uma fonte importante de tomada de decisão, definição de tendências tecnológicas, desenvolvimento de produtos, formação de profissionais e até recentemente, de suporte financeiro. Vale lembrar que a maioria das empresas automotivas de expressão que operam aqui tem capital estrangeiro – e boa parte está atrelada à sorte de Detroit. Resta torcer especialmente para que os Estados Unidos, epicentro da tormenta, encontrem soluções aceitáveis capazes de levar à reconstrução da indústria automobilística global. Enquanto isso, é hora de pensar na volta ao trabalho e nas novas estratégias, com uma boa dose de paciência e criatividade. É preciso adicionar a essa receita também um esforço para evitar a volta dos históricos conflitos na cadeia de suprimentos, especialmente na hora de dividir resultados. Resta esperar que o governo tome de forma decidida as providencias emergenciais indispensáveis para estimular a retomada do crescimento e do emprego – o que pode ser feito abrindo mão de uma parcela dos rigorosos tributos cobrados em função da atividade do setor.

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