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Negócios | 18/09/2012 | 21h12

Daimler: 700 mil caminhões em 2020

Grupo pretende recuperar liderança no Brasil

GIOVANNA RIATO, AB | De Hannover, Alemanha

Matéria atualizada às 19h28 do dia 19/9/2012.

O Grupo Daimler planeja elevar seus volumes de vendas globais de caminhões para 700 mil até 2020. O volume é quase o dobro do registrado no ano passado, quando a companhia vendeu 426 mil unidades. A meta foi anunciada durante coletiva de imprensa no IAA Veículos Comerciais, principal salão do setor no mundo, que começou na terça-feira, 18, em Hannover, Alemanha (leia aqui).

Para alcançar este resultado, a organização faz uma ofensiva global de produtos. Dentro dessa estratégia, a Daimler enxerga o globo em dois grupos: maduros e emergentes. O primeiro é composto pela tríade Estados Unidos, onde atua com a marca Freightliner, Europa, com a Mercedes-Benz, e Japão, com a Fuso. Nessas regiões, a ideia é oferecer mais tecnologia.

Um dos exemplos é o híbrido diesel-elétrico Canter Eco Hybrid, desenvolvido no Japão e já lançado naquele país, que será produzido também na Europa. Outro destaque da empresa no IAA é o Antos, que deve substituir em breve o Axor na Europa e tem avanço limitado em outros mercados mundiais. ″Isso vai depender da legislação de emissão de cada país, já que ele nasceu com motor Euro 6″, explica Andreas Renschler, membro do conselho de administração do Grupo.

Na outra ponta, a Daimler corre para ganhar espaço no bloco de países emergentes composto por Rússia, Índia e China. O Brasil não aparece nesse grupo porque a montadora já está estabelecida no País. Nem por isso a empresa deixa de ter um objetivo para o mercado brasileiro. A meta é retomar a liderança no segmento, que foi perdida para a MAN.

Como parte do plano global, na Rússia a companhia mantém joint venture com a Kamaz, maior fabricante do segmento. Na China é parceira da Foton. Já na Índia trabalha com a BharatBenz, que passa atualmente por processo acelerado de expansão da rede.

O resultado da estratégia já aparece nos volumes do primeiro semestre deste ano. Houve expansão de 27% nas vendas de veículos comerciais do Grupo em relação ao mesmo período do ano passado. A companhia comercializou 229,8 mil unidades no mundo, apesar da queda de mercados importantes como o europeu e o brasileiro.

COMPARTILHAMENTO DE COMPONENTES

Parece controverso, mas enquanto lança produtos mais adequados a cada mercado, a Daimler pretende também aumentar o volume de componentes comuns entre eles. Esse processo é o que Andreas Renschler chama de "o mais global possível e o mais local necessário". A ideia é reduzir custos usando os mesmos motores, transmissões, cabines e chassis nos mercados em que atua, adequados, claro, para as necessidades de cada país.

O executivo lembra, no entanto, que essa meta só seria atingida plenamente se houvesse maior igualdade entre as legislações ambientais de cada país. Dessa forma, seria possível elevar o número de componentes comuns no powertrain dos vários modelos produzidos no mundo.



Tags: Daimler, Mercedes-Benz, IAA, caminhões, Hannover.

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