Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Energia | 10/09/2012 | 10h56

Energia brasileira ainda custará mais que a média

Tarifas industriais deveriam cair 35% para favorecer competitividade internacional

REDAÇÃO AB

A redução anunciada pela presidente Dilma Rousseff vai tirar o Brasil do topo do ranking das tarifas de energia mais caras do mundo, o que deve acelerar o crescimento econômico do País. A partir de 2013, as tarifas de energia residenciais cairão 16,2% e as industriais, até 28%.

Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) considerou a decisão como um fato histórico. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também comemorou a medida em razão de a energia elétrica ser um dos importantes componentes do custo Brasil, conjunto de fatores prejudiciais à competitividade dos produtos brasileiros.

A reportagem do Estadão também ouviu a Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), que se mostrou menos otimista. Para a entidade, o preço da energia elétrica no Brasil continuará acima da média mundial. A associação afirma que os preços da energia precisariam cair 35% na área industrial para ficar próximos à média global.

O corte de 35% também faz parte de um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). De acordo com a entidade, o custo médio da energia no Brasil, com base no mercado cativo, é de R$ 329 o megawatt-hora (MWh). A média mundial é de R$ 215,5 o MWh.

O jornal O Estado de S. Paulo ouviu o presidente da Anace, Carlos Faria. Ele pondera que a redução de preço da energia elétrica pode trazer problemas se for vinculada à renovação das concessões que estão para vencer. “Esses ativos que terão suas concessões renovadas já estão depreciados e, se tiverem seus preços reduzidos de forma aleatória, podem ser prejudicados, o que vai acabar afetando o consumidor final.”

O executivo acredita que as medidas podem limitar ainda mais a participação do mercado livre de energia, já que, em sua avaliação, a presidente está usando um discurso estatizante.



Tags: Energia, Dilma Rousseff, Abrace, Anace, Fiesp, Firjan.

Comentários

  • Geraldo Eugenio

    O mesmo se refere ao preco dos combustiveis liquidos, isto e a energia automotiva brasileira. Em relacao aos Estados Unidos, por exemplo o preco da gasolina e 30% mais cara, na bomba. Logo, ao contrario do que se propala, ha a necessidade de se redurzir o preco dos combustiveis de modo a dinamizar a economia. Em reduzindo-se o valor da energia eletrica, que beneficia, em particular, as industrias, nao tocando no preco dos combustiveis liquidos, ou elevando-os, sacrifica-se o usualrio que e a grande parte da populacao.

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência