Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Duas Rodas | 01/09/2012 | 04h50

Suzuki apresenta GSR 125 em duas versões

Modelo começa em R$ 5.990 e estreia motor mais moderno e menos poluente

MÁRIO CURCIO, AB | De Jundiaí (SP)

Dando sequência à atualização de seus produtos de baixa cilindrada, a Suzuki apresentou em Jundiaí (SP) a linha GSR 125, composta por duas versões. A mais acessível, com farol circular, tem preço sugerido de R$ 5.990. A opção S, com carenagens, sai por R$ 6.490. A previsão é que cheguem às revendas no fim de setembro. Suas principais concorrentes são a Honda CG 125 Fan e a Yamaha YBR Factor 125.

Embora as novas GSR utilizem um motor de 125 cc mais moderno e 30% menos poluente, elas ainda se parecem muito com a EN 125 Yes, lançada há cerca de oito anos. Os desenhos de tanque, banco, pisca-piscas, para-lamas dianteiro e traseiro são os mesmos da veterana e as tampas laterais têm apenas alguns vincos mais acentuados, mas o mesmo contorno externo. Até as cores são iguais àquelas lançadas com a Yes ou introduzidas nos anos seguintes.

Por isso, o consumidor terá dificuldade de perceber as diferenças técnicas e de estilo entre ambas, especialmente no caso da GSR 125 de entrada, sem carenagens. Segundo o diretor da empresa, João Augusto de Toledo, a América Latina inteira pleiteia essas mudanças, mas a fabricante japonesa acredita que a melhor estratégia seja conservar o estilo das motos.

O fato é que o aumento da concorrência e a demora em apresentar novidades (admitida até mesmo por Tolelo, leia aqui) levaram a Suzuki a perder participação. Em 2008, a empresa chegou a 7,37% do mercado brasileiro. Agora, no acumulado de 2012, detém pouco mais de 2%.

As concorrentes Dafra (com cerca de 2% de participação no segmento) e Kasinski (1,5%) tiraram consumidores da Suzuki e também revendedores autorizados. “Nossa rede passou por uma reestruturação (...) Alguns mudaram de bandeira”, afirma o gerente comercial da J. Toledo, Juliano Barro. De acordo com o executivo, em 2008 havia cerca de 300 concessionárias e 100 pontos de venda. Hoje há em torno de 230 concessionárias e outros 70 pontos.

Por causa do momento ruim que o segmento de duas rodas enfrenta, com aprovação das propostas de financiamento abaixo de 20%, a direção da montadora não quis arriscar palpites sobre volume inicial nem mix de vendas das duas GSR 125. “Talvez meio a meio, talvez um pouco mais da versão sem carenagem, mais barata. Ainda não dá para dizer”, afirmou Toledo.

NOVAS MOTOS USAM GSR 150i COMO BASE

O motor de 125 cc que elas estreiam é semelhante ao utilizado pela GSR 150i, mas alimentado por carburador no lugar da injeção eletrônica e equipado com transmissão de cinco em vez de seis marchas. Essa nova família de propulsores traz um sistema de balanceamento ligado ao virabrequim que reduz vibrações.


Painel digital (à esquerda) é exclusivo da versão S, carenada. Quadro de instrumentos da moto mais em conta é o mesmo utilizado na GSR 150i. Rabeta também é igual à da 150i e está nas duas versões apresentadas em Jundiaí (fotos: divulgação e Mário Curcio)

A potência divulgada para o novo motor é de 8 kilowatts, o equivalente a 10,87 cv. A Honda Fan 125 tem 11,6 cv e a Yamaha YBR Factor, 11,2 cv. Mas a Suzuki leva vantagem ante essas rivais em equipamentos. Traz de série partida elétrica, rodas de liga leve, freio dianteiro a disco, conta-giros, indicador de marcha engatada e bagageiro, itens opcionais ou indisponíveis nos modelos Honda e Yamaha citados.

Outro destaque das novas Suzuki está na suspensão traseira, equipada com amortecedores a gás com duas regulagens, uma para a compressão da mola e outra para o fluxo de óleo dentro do amortecedor. Esse item também estreou na GSR 150i, apresentada um ano atrás, assim como o desenho das rodas de liga leve, dos retrovisores e da rabeta, com lanterna maior e bagageiro de alumínio.

A versão S esconde atrás da carenagem de farol um painel de instrumentos bem atual (veja acima), com um grande conta-giros circular e um display de cristal líquido que reúne velocímetro, marcador de gasolina, indicador de marcha engatada e hodômetros parcial e totalizador. Infelizmente, a J. Toledo fez apenas uma apresentação técnica da linha GSR 125 e por isso não foi possível avaliar itens como desempenho e conforto.

A montadora não admite o fim da Yes, mas é difícil acreditar em sua permanência, pois o modelo não é montado desde fevereiro, de acordo com números de produção divulgados pela Abraciclo, associação que reúne fabricantes do setor. A empresa também não confirma, mas é bem provável que a GSR 150i receba uma versão S, carenada.

Reportagem atualizada domingo, 2, às 16h50.



Tags: Suzuki, J. Toledo, João Augusto de Toledo, GSR 125, GSR 150i, carenagem, EN 125 Yes, Juliano Barro, Jundiaí, Honda, Fan, Yamaha, YBR, Factor.

Comentários

  • joao marcos

    minha nova aquisição e uma Suzuki GRS 125 AMARELA 2013 e confesso que estou muito satisfeito com esse modelo em tudo obrigado a Suzuki por nos dar tamanho conforto em uma moto desse porte.

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência