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| 29/07/2008 | 00h00

Fibra amazônica substitui fibra de vidro

Dez vezes mais resistente que a fibra de vidro, a fibra do curauá, produzida por comunidades do Vale do Jari (região amazônica entre o Pará e Amapá) a partir de projeto do Grupo Orsa, desperta a atenção da indústria automotiva e torna-se modelo de desenvolvimento econômico para pequenos produtores da região.

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Dez vezes mais resistente que a fibra de vidro, a fibra do curauá, produzida por comunidades do Vale do Jari (região amazônica entre o Pará e Amapá) a partir de projeto do Grupo Orsa, desperta a atenção da indústria automotiva e torna-se modelo de desenvolvimento econômico para pequenos produtores da região. A produção da fibra foi destinada à Pematec-Triangel, de Santarém (PA), que destina cerca de 90% de sua demanda para a fabricação de componentes para o setor automotivo, como painéis dianteiros, porta-pacotes, laterais de portas e porta-malas de veículos Volkswagen, Honda e General Motors. Espécie típica da Amazônia, o curauá (Ananas erectifolius) é famoso por suas folhas, que fornecem fibras resistentes, leves, flexíveis e biodegradáveis. A fibra do curauá é quatro vezes mais resistente que a fibra do sisal e dez vezes mais resistente que a fibra de vidro. Os produtores informam que o cultivo da planta não provoca a degradação da mata nativa, contribui com a revitalização de terras desmatadas, não demanda o uso de fertilizantes químicos e pode ser consorciado com culturas alimentares. A produção gerenciada pelas 47 famílias integrantes do programa pode chegar a 98 toneladas de fibras de curauá ao ano, equivalentes a R$ 392.000.

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