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Duas Rodas | 08/08/2012 | 19h00

Motos: números caem pela metade

Julho teve resultados semelhantes aos da crise de 2008

REDAÇÃO AB

Por causa da queda na liberação de financiamentos, os números de produção e vendas de motos caíram quase pela metade na comparação com 2011. Em julho, as vendas no atacado (das fábricas às concessionárias) somaram 86.757 motos, queda de 46,2% ante as 161.292 unidades registradas em igual mês de 2011. Segundo dados da Abraciclo, entidade que reúne fabricantes do setor, este foi o pior resultado mensal desde dezembro de 2008, quando o segmento já havia sido afetado pela crise financeira iniciada meses antes nos Estados Unidos. Na comparação com junho de 2012, as vendas no atacado caíram 37,5%.

A produção de motos em Manaus somou 75.837 unidades em julho, queda 52,7% na comparação com o mesmo mês de 2011. No confronto com junho deste ano, a retração foi de 46,2%. “A queda acentuada nas vendas e na produção reflete a necessidade de ajustar os estoques nas concessionárias. Vale lembrar que em julho as fábricas estenderam as férias previamente programadas. O ritmo de produção diária também foi reduzido. Com os ajustes feitos, a produção total foi equivalente à metade da registrada em julho de 2011”, comenta o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.

As vendas no varejo confirmam a retração de mercado. Os emplacamentos de julho somaram 138.472 unidades, queda de 13,5% na comparação com o mesmo mês de 2011, em que 160.159 motocicletas novas chegaram às ruas.

No acumulado dos primeiros sete meses de 2012, o licenciamento de motos zero-quilômetro somou 987.002 unidades, retração de 8,5% na comparação com o mesmo período de 2011, quando 1.078.296 motocicletas já haviam sido emplacadas.

A partir de reuniões com instituições financeiras, a entidade encaminhou recomendações às suas associadas para melhorar a qualidade nos processos de financiamento. “Como apenas 15% das propostas de financiamento são aprovadas pelos bancos, nosso desafio é elevar esse patamar para 30% ou 40%.”



Tags: Motos, motocicletas, Abraciclo, Marcos Fermanian, vendas no atacado, produção, emplacamentos, licenciamentos.

Comentários

  • Guilherme

    A grande crise de motocicletas inicia na base ou seja na concessionária com um atendimento mediocre dependendo exclusivamento da disponibilidade do produto e aceitação de compra dos clientes. Com mais de 30 anos de mercado motociclistico vejo que o nível de empresários e colaboradores nas concessionárias não oferece nada...atendimento cortez ... relacionamento espiritual com as necessidades dos clientes e que é o pior falta total do pós vendas (e não conserto do que quebrou) e sim o acampanhamento a pós venda do seu cliente... fracasso... assim este é o real do mercado só compra quem necessita o aficionado aguarda uma relação mais humana...cliente com potencial e dinheiro x falta de interesse...

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