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Balanço | 07/08/2012 | 18h19

Marcopolo: receita cresce 17,5% no 1º semestre

Operações internacionais impulsionam

REDAÇÃO AB

A Marcopolo registrou aumento de 17,5% em sua receita líquida do primeiro semestre de 2012 na comparação com igual período do ano passado, para R$ 1,7 bilhão, informou a encarroçadora de ônibus em comunicado divulgado nesta terça-feira, 7. A produção global cresceu 9,2%, para 15,5 mil unidades.

De acordo com José Rubens de la Rosa, diretor-geral da Marcopolo, o crescimento é resultado dos investimentos e das ações para elevação contínua de competitividade e produtividade que a empresa adotou ao longo dos quatro anos. “Apesar dos obstáculos enfrentados pela queda de demanda no mercado brasileiro e da crise internacional, conseguimos reverter um quadro desfavorável em resultados positivos para a empresa, seus colaboradores, clientes e também para os nossos acionistas.”

O desempenho positivo registrado nas operações internacionais impulsionaram os resultados: houve alta de 36,1% no primeiro semestre sobre igual intervalo de 2011, com a produção de 6,4 mil unidades. Os destaques foram as operações na Índia, da Tata Marcopolo Motors, joint venture com a Tata Motors, cuja produção cresceu 56,2% na mesma base de comparação, e a consolidação da produção na Austrália. A fábrica do México, apesar de ter registrado estabilidade nos primeiros seis meses, apresentou aceleração no segundo trimestre ao crescer 33,1%.

O volume de exportações da Marcopolo a partir do Brasil aumentou 1,8% no semestre, mas cresceu 40,1% no segundo trimestre com relação ao mesmo período de 2011. Esse desempenho foi obtido em razão da maior competitividade do produto brasileiro pela desvalorização do real frente ao dólar norte-americano. Enquanto isso, no Brasil, a produção da Marcopolo caiu 2% no primeiro semestre, para 9,1 mil unidades, devido à desaceleração da demanda por ônibus observada de forma acentuada no segundo trimestre, o que segundo a empresa, é reflexo da nova norma de emissão Proconve P7 em vigor desde 1º de janeiro deste ano.

Para la Rosa, este cenário deve ser revertido no segundo semestre com a retomada aguardada por diversos setores da economia para o período, com a efetivação do programa de compras do governo (PAC Equipamentos), que prevê a compra de mais de 8,5 mil ônibus escolares até o fim deste ano – leia aqui.

“Pelo lado do financiamento, o BNDES prorrogou a linha FINAME PSI com prazos maiores (até 10 anos) e taxa de juros de 5,5% ao ano para vendas contratadas até o final agosto e entregas em até seis meses, e 7,7% após agosto e até dezembro de 2013. Estas condições mais competitivas de financiamento já estão refletindo no aumento da demanda por ônibus com chassi Euro 5”, destaca o executivo.

PROJEÇÕES PARA O ANO Em razão dos resultados positivos e das perspectivas para o segundo semestre de 2012, a Marcopolo revisou suas expectativas para 2012, mantidas as condições atuais de mercado e do desempenho econômico do País. Os investimentos programados até o fim do ano agora somam R$ 220 milhões, a receita líquida deve atingir R$ 3,8 bilhões, o que representaria alta de 12% sobre 2011 e a produção poderá chegar a 32,5 mil ônibus nas unidades do Brasil e exterior. O investimento faz parte do aporte anunciado pela empresa em junho (leia aqui).



Tags: Marcopolo, receita, ônibus, exportações, investimentos.

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