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GM adota lay-off em São José dos Campos

Trabalho | 04/08/2012 | 23h02

GM adota lay-off em São José dos Campos

Esta e outras medidas foram acertadas após reunião de mais de 9 horas no sábado, 4

REDAÇÃO AB

A General Motors colocará 940 funcionários em lay-off, suspensão temporária de contratos de trabalho por quase quatro meses, e abrirá novo Programa de Demissões Voluntárias (PDV) a fim de tentar reduzir a quantidade de funcionários na fábrica de São José dos Campos (SP). Durante 60 dias haverá negociações entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região e a GM para que se discuta o que vai ocorrer após o lay-off.

A fabricante também manterá temporariamente naquela unidade a produção do Classic. As informações são da reportagem do jornal O estado de S. Paulo, do site da Rede Vanguarda, emissora afiliada da Rede Globo no Vale do Paraíba, e do sindicato dos metalúrgicos local.

A General Motors alega ter 1.840 funcionários ligados à linha de montagem de veículos leves em São José dos Campos, onde emprega o total de 7,5 mil trabalhadores. Após a reunião, o presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, afirmou: “Afastamos o perigo imediato da demissão em massa e vamos continuar brigando para manter todos os postos, mas o risco de corte não está totalmente afastado.”

Até a reunião, os metalúrgicos viviam a expectativa de que 1,5 mil a 2 mil postos de trabalho fossem fechados. O acordo entre a fabricante e o sindicato local foi assinado neste sábado, 4, após uma reunião de mais de nove horas no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). O diretor de relações institucionais da General Motors, Luiz Moan, afirmou que em quatro meses, o Classic deixará de ser produzido na unidade.

Neste período, apenas 900 metalúrgicos serão necessários no setor chamado MVA, sigla para Montagem de Veículos Automotores, que nos últimos 30 dias já deixou de produzir três carros, Corsa, Meriva e Zafira. O primeiro será substituído pelo projeto Ônix, que chega antes do fim do ano às revendas, e os outros deram lugar à minivan Spin, que tem opções de cinco e sete lugares.

Luiz Moan afirmou que a fábrica de São José dos Campos ainda pode ser incluída em um novo programa de investimentos, mas isso dependerá das negociações com o sindicato nos próximos dois meses. Na reunião deste sábado também estiveram presentes o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Manoel Messias de Melo, o secretário do Trabalho do Estado, Carlos Ortiz, e o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB). A reunião deveria ter ocorrido na prefeitura, mas foi alterada para o Ciesp na tarde do dia 3.

Nesta terça-feira, dia 7, ocorre uma assembleia para que o acordo seja aprovado pelos trabalhadores. Só a partir da aceitação é que as medidas serão colocadas em prática.



Tags: GM, General Motors, sindicato, São José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros, Luiz Moan, Manoel Messias de Melo, Carlos Ortiz, Eduardo Cury.

Comentários

  • Gian

    Crise + poucas vendas + corte na produção = - empregos !!!! Funcionário esperto é aquele que diante desse cenário já está correndo atrás de um emprego novo e não aquele que fica nas costas do sindicato que gosta de algazarra (e diga-se de passagem que por muitas vezes está atrás de um interesse próprio e não dos empregados !!!) .... se não tem produção, como manter os funcionários ?!?!!? ... Agora, os interesses entre montadoras, sindicatos e governos por trás de tudo isso é o que ninguém comenta !!!!! PQ ??? Como sempre a corda arrebenta do lado mais fraco, que com certeza serão dos funcionários, e por isso os mesmos deveriam ter consciência de correr atrás do seu próprio prejuízo ...

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