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Internacional | 31/07/2012 | 17h44

Autopeças da Venezuela dizem não ao Mercosul

Entidade que reúne o setor teme invasão de peças brasileiras e argentinas

REDAÇÃO AB

O ingresso da Venezuela no Mercosul, cuja cerimônia oficial se deu durante a Cúpula Extraordinária do bloco nesta terça-feira, 31, em Brasília (DF), começa a causar desconforto para o setor automotivo do país de Hugo Chavez. A Câmara dos Fabricantes Venezuelanos de Peças Automotivas (Favenpa) se manifestou a respeito e solicitou a exclusão do setor no processo de ingresso no bloco econômico e no Acordo de Livre Comércio entre Mercosul, Colômbia e Equador (ACE-59).

No documento preparado pela entidade e entregue ao poder executivo da Venezuela, são várias as razões apontadas para desconsiderar o setor automotivo nas normas do Mercosul. Entre elas, a associação destaca que o país não deve adotar normas do bloco que liberariam as licenças de importação, por temer que haja uma substituição em massa dos veículos e peças fabricados localmente por modelos totalmente importados.

A entidade argumenta também sobre a desvantagem da indústria local com relação a Brasil e Argentina, que ela chama de gigantes: “Não há como a indústria automotiva da Venezuela competir e evitar ser deslocada pelas indústrias da Argentina e do Brasil, devido às enormes assimetrias.” Segundo dados fornecidos pela entidade, a diferença entre a indústria local e os líderes do setor na região é a maior dos últimos vinte anos. “No ano passado, o Brasil produziu 34 vezes mais veículos que a Venezuela, e a Argentina, 8 vezes mais.”

No caso das autopeças, a entidade reforça que o Brasil exportou 1,1 mil vezes mais componentes e a Argentina, 200 vezes mais do que a indústria local, com base nos dados de 2010.

A indústria automotiva na Venezuela é composta pelas fabricantes Venirauto (estatal que fabrica modelos iranianos), Chrysler, Ford, General Motors, Toyota, Mitsubishi, Hyundai, Fuso e Iveco. De janeiro a junho de 2012 o país produziu pouco mais de 58 mil veículos, entre automóveis e comerciais leves e pesados. Deste total, a líder isolada GM foi responsável por 24 mil unidades, seguida pela Ford, com 14,4 mil.



Tags: Autopeças, Venezuela, Mercosul, livre comércio.

Comentários

  • Karlo

    Um dia depois da oficialização da entrada da Venezuela no Mercosul e uma entidade do país ja se declara contra as regras de funcionamento do bloco. Parece que só entraram mesmo para fazer barulho. Não entendo por que o governo brasileiro concorda com essas coisas? Ou melhor, apoia a entrada de um bagunceiro no bloco.

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