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GM de São José terá nova reunião no dia 4 de agosto
GM de São José dos Campos pode cortar 1,5 mil trabalhadores

Trabalho | 25/07/2012 | 19h25

GM de São José terá nova reunião no dia 4 de agosto

Montadora promete não demitir até lá

REDAÇÃO AB

Em negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região nesta quarta-feira, 25, a General Motors se comprometeu a não tomar nenhuma decisão sobre o provável fechamento do setor MVA (Montagem de Veículos Automotores) até o dia 4 de agosto, quando ocorrerá uma nova reunião. Para o sindicato, as perspectivas passadas pela GM durante a reunião apontam para uma situação bastante grave.

No encontro ficou clara a intenção da empresa de fechar o MVA, onde trabalham 1,5 mil funcionários. O diretor institucional da GM, Luiz Moan, afirmou que o setor já deixou de fabricar os modelos Zafira, Meriva e Corsa, restando apenas o Classic (esta quarta-feira foi o último dia de produção do Corsa).

Moan também repetiu que a montadora não pretende fazer, no momento, novos investimentos na fábrica do Vale do Paraíba. Afirmou ainda que a GM trabalha com “ajustes de estrutura” e que existem “excedentes de fatores de produção”. O sindicato local continua pleiteando a produção integral do Classic (que também é montado em São Caetano do Sul) e a nacionalização sul-coreano Sonic.

Para a reunião do dia 4, Sindicato e GM se comprometeram a apresentar propostas que levem a uma saída para a fábrica de São José dos Campos. Segundo o sindicato, a própria GM admitiu durante a reunião que vive um momento de aumento nas vendas e que o MVA seria um problema “pontual”.

CLASSIC SOZINHO MANTERIA EMPREGOS

Pelas contas do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, a produção diária de Corsa, Meriva e Zafira somava cerca de 370 carros por dia, volume semelhante ao da produção do Classic. Assim, mesmo com a saída dos três modelos, não existiria, segundo a entidade, mão de obra excedente na fábrica.

“Está claro que a GM não quer produzir o Classic aqui por uma questão meramente econômica. A fábrica não pode desconsiderar os fatores sociais de uma decisão como essa. São José dos Campos não suporta mais tantas demissões”, afirmou o secretário-geral do Sindicato, Luiz Carlos Prates.



Tags: GM, General Motors, Ministério do Trabalho, Luiz Carlos Prates, Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

Comentários

  • ivan

    eu acho isso uma vergonha pois a gm vai demitir os empregados mais velhos e depois vai trazer investimento o ano que vem so´que com grade nova agora eu quero ver como vai ficar os empregados que foram demitido vai arrumar emprego a onde esse sindicato e esse prefeito parece que não tá vendo a jogada da gm espero que com isso são josé se torne mais violento e uma cidade cheia de mendigo porque e isso que esse prefeito tá querendo

  • Fabio Benaglia

    Será realmente uma pena se este fato ocorrer, pois a GM esta a décadas produzindo em São José dos Campos. Nem mesmo a crise financeira mundial de 2008 (que afetou diretamente a matriz da GM) fez com que fosse abalada a estrutura da GM no Brasil. Parece a distância, meramente um fator econômico (apesar de sabermos que o sindicato local faz bastante barulho), mas acredito em um acordo para uma saída benéfica para esta fábrica, pois perdem todos, e principalmente a cidade e aqueles que vivem de forma indireta da GM. Fortalecer outra unidade em detrimento de outra não me parece uma saída convincente...e se a moda pega, outras poderão utilizar do mesmo artifício. Se o Governo esta facilitando o caminho para as montadoras por que isso agora?

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