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Negócios | 19/07/2012 | 13h53

VW: Schmall já admite novo aporte no Brasil

Presidente da montadora pode trazer mais que os R$ 8,7 bilhões garantidos até 2016

MÁRIO CURCIO, AB | De Florianópolis (SC)

Durante a apresentação dos novos VW Gol e Voyage, o presidente da companhia no Brasil, Thomas Schmall, admitiu à imprensa que obteve aval da matriz para aumentar o atual plano de investimentos da Volkswagen, orçado por enquanto em R$ 8,7 bilhões até 2016. Sem revelar a nova quantia, ele disse: “Os investimentos (para ampliação de capacidade e novos produtos) serão feitos em Taubaté e em São Bernardo do Campo.” Esse aporte depende, segundo ele, da definição “do volume de produção”, provavelmente o volume do próximo automóvel de entrada da marca.

Schmall desconversa quando o assunto é a produção do novo VW compacto, mas sempre acaba indicando o norte da montadora em suas entrevistas. “Nossa base de fornecedores está toda aqui", disse aos jornalistas sobre o porquê de investir em Taubaté em vez de fazer uma nova fábrica em Pernambuco. Sobre as questões sindicais, o presidente falou ainda: “Os riscos são menores em Taubaté que em Curitiba (...) São Bernardo e Taubaté estão dentro de nosso portfólio como as mais atrativas.”

Schmall é favorável à manutenção da menor carga tributária concedida pelo governo em 22 de maio. “O ano começou agora!”, disse pouco antes da coletiva. Ele acredita que sem a redução de IPI o consumidor não procurará as revendas, ainda que os juros de financiamento estejam mais atraentes. “No nosso entendimento, não haverá números semelhantes aos de 2011 sem redução de IPI.”

Automotive Business perguntou ao executivo sobre eventuais mudanças na Geração 4 do Gol. O executivo afirmou que não haverá nenhuma alteração no modelo nem na estratégia de vendas. O modelo antigo do Gol ainda responde por cerca de 30% das vendas da linha Gol. Sobre a eventual substituição da Parati por uma versão simplificada da SpaceFox, ele disse: “Sim, pode ser, são carros parecidos” (nos últimos dias cresceram as especulações sobre a saída de linha da antiga perua derivada do Gol).



Tags: Thomas Schmall, Gol, Voyage, São Bernardo do Campo, Curitiba, Gol Geração 4, Parati, SpaceFox.

Comentários

  • Laércio Rós

    Os investimentos são muito bem vindos, porem, devemos ter ciência de que os fornecedores nomeados para a produção de peças estampadas e injetadas, devem procurar o mercado brasileiro para a construção dos meios produtivos(MOLDES E FERRAMENTAS), o que não vem acontecendo, deixando as empresas brasileiras (ferramentarias em geral) em uma difícil situação, visto que nós brasileiros já estamos sendo prejudicados pelo cambio monetário que é muito mais atrativo na Asia. Sendo assim, os investimentos iniciais teoricamente vem para o Brasil, mas gera empregos e renda para China, Tailândia e outros daquela região, devido a essa busca pela importação, que se faz desnecessária, pois temos tecnologia e mão de obra especializada para tais trabalhos.

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