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Trabalho | 16/07/2012 | 10h30

Greve de 24 horas afeta GM de São José dos Campos

Paralisação protesta contra possível fechamento de setor

MÁRIO CURCIO, AB

Em assembleia na segunda-feira, 16, os metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos aprovaram greve de 24 horas. A paralisação ocorre como forma de protesto pela iminência de fechamento do setor MVA, sigla para Montagem de Veículos Automotores, que teria como resultado a demissão de cerca de 1,5 mil trabalhadores. Nessa seção são montados Meriva e Corsa, que já têm substitutos na linha Chevrolet, e o sedã Classic, que também é produzido em São Caetano do Sul e na Argentina.

A paralisação ocorre um dia antes da reunião, em Brasília, com o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto de Carvalho, que vai discutir a situação dos trabalhadores da GM. Esta é a segunda mobilização em menos de uma semana. Na quinta-feira, 12, os trabalhadores fizeram uma paralisação de advertência de duas horas e votaram estado de greve.

Em reunião realizada no mesmo dia 12 na Superintendência Regional do Trabalho, na cidade de São Paulo, a GM negou-se a atender as reivindicações dos trabalhadores e transferiu para o mercado a definição sobre o futuro do setor MVA. Nas últimas semanas, a montadora eliminou o segundo turno de produção no setor do MVA simultaneamente à criação do terceiro turno de produção da S10 (feita em outra linha da fábrica).

Pouco depois, anunciou a redução nas atividades no primeiro turno e deixou claro ao sindicato que haveria um grande número de cortes. A Chevrolet Zafira, que era montada no MVA, deixou de ser montada há cerca de uma semana. Lançada há mais de uma década, ela tem como substituta natural a minivan Spin. Recém-lançada, ela é feita em São Caetano do Sul em versões de cinco e sete lugares e por isso preencherá as lacunas da Zafira e do monovolume Meriva.



Tags: MVA, greve, paralisação, General Motors, São José dos Campos, metalúrgicos, sindicato.

Comentários

  • Pedro Paulo dos Santos

    Algo que parecia inevitável, curiosamente me pergunto como o próprio sindicato de SJ não percebeu que muitos dos investimentos( novos projetos) que manteria o MVA "vivo" não estavam chegando e os antigos projetos estavam em sua curva de declínio e novos projetos que substituiriam os antigos estavam sendo direcionados para São Caetano. Com certeza a capacidade produtiva de SJ é muito maior pois possui um patio de alto nível e tecnologicamente falando comportaria qualquer projeto de nível global. Talvez o sindicato que deveria estar lutando pelo emprego destes não percebeu que talvez inflexibilidade não é uma característica muito apreciada nos nossos dias. Para finalizar não acredito que o sindicato esperou até a "morte" dos antigos veículos para perceber que sem projetos a fabrica não funcionaria, uma vez que projetos são anunciados com no minimo 3 anos de antecedência. Boa sorte aos trabalhadores e ao sindicato, de morou para acordar.

  • Marcos Amorim

    Olá Samuel, Não sei se a greve nos afeta na S-10, mas fora decretado greve de 24 horas na GM-SJC. 01 abraço. Marcos Logística

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