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Combustíveis | 20/06/2012 | 16h40

Pimentel: Brasil está pronto para liderar indústria de biocombustível

Ministro destaca capacidade produtiva e sinergias

REDAÇÃO AB

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, disse que o Brasil poderá vir a ser um dos grandes fornecedores de biocombustíveis no mundo. “O Brasil está pronto para ser um dos líderes da indústria mundial de biocombustíveis: a capacidade dos nossos empresários e dos órgãos regulatórios sinaliza um futuro promissor”, destacou o ministro na terça-feira, 19, durante cerimônia no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, onde foi realizado o primeiro voo da companhia aérea Gol com a mistura de querosenes produzidos a partir de pinhão manso, camelina e óleo de cozinha reciclado (leia aqui). As informações são do MDIC.

Pimentel também acompanhou o reabastecimento de um jato da companhia Azul, que aterrissou no mesmo aeroporto, vindo de Campinas (SP). O avião, produzido pela Embraer, voou movido a querosene de cana de açúcar (leia aqui). Os voos fizeram parte da agenda paralela da Rio+20, Conferencia das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, avaliou como competitiva a cadeia de biocombustíveis brasileira e apontou a necessidade de buscar sinergias entre empresas e pesquisadores. “O trabalho em parceria é fundamental para aproveitar as expertises", comentou o ministro, referindo-se ao fato de os voos realizados terem sido fruto de parcerias das companhias aéreas, da indústria aeronáutica (incluindo a Embraer) e da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).

O voo da Gol entre São Paulo e Rio de Janeiro foi o último trecho de uma viagem iniciada em Montreal, no Canadá, com escalas em Toronto, na Cidade do México e em São Paulo, com aeronaves de diferentes companhias aéreas. A utilização do bioquerosene nos quatro trechos evitou a emissão de 47 toneladas de carbono, segundo o secretário-geral da Organização Internacional de Aviação Civil, Raymond Benjamin. A meta estabelecida pela Associação Internacional de transportes aéreos (IATA, na sigla em inglês) é reduzir a emissão de dióxido de carbono em 50% até 2040. Hoje, a aviação mundial emite 650 milhões de toneladas de CO² por ano, segundo a IATA.

Durante a cerimônia no aeroporto Santos Dumont, a Gol Linhas Aéreas estimou que em 20 anos todos os seus voos no País sejam movidos com biocombustíveis (leia aqui).



Tags: Biocombustível, MDIC, Fernando Pimentel.

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