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Peugeot 301 deve chegar ao Brasil em 2014

Leves | 19/06/2012 | 20h50

Peugeot 301 deve chegar ao Brasil em 2014

Consultoria Polk já projeta vendas do sedã desenvolvido para mercados emergentes

PEDRO KUTNEY, AB

A Peugeot nega a fabricação e venda do seu novo sedã 301 no Brasil ou Argentina, mas a consultoria Polk descobriu que o modelo começa a ser produzido por aqui a partir de 2014 – e com base em uma fórmula matemática já fez até projeções de mercado para ele, de 16.391 unidades no primeiro ano e 18.184 em 2015, colocando o carro como 11º mais vendido do País em sua categoria (sedãs) em 2014 e 12º no ano seguinte.

Faz sentido. Há menos de um mês, quando apresentou as primeiras imagens do 301 ao mundo (leia aqui), a Peugeot também anunciou uma nova fórmula de nomenclatura dos seus carros: a partir de agora, todos os números usados para batizar seus modelos terão final 8 ou 1, sendo que os com terminação 1 são projetos destinados a mercados emergentes – eufemismo que designa países com consumidores de poder aquisitivo inferior ao das nações ricas. Portanto, o Brasil deveria estar na mira.

Em recente entrevista a Automotive Business (leia aqui), Frédéric Drouin desconversou. O diretor geral da Peugeot para o Brasil e América Latina disse que a empresa não considera mais o Brasil um país emergente e que o investimento para fazer o 301 aqui ou na Argentina estava fora de questão.

Não faz muito sentido deixar de vender um carro feito para países emergentes no principal mercado desse tipo da marca francesa no mundo atualmente, o Brasil. Além disso, o 301 deriva da plataforma do hatch 208, que será feito na fábrica de Porto Real (RJ) a partir de 2013 – e lá a PSA Peugeot Citroën já investe bastante, R$ 3,5 bilhões, para até 2015 dobrar a capacidade da planta. Portanto, investimento para fazer o modelo aqui não parece ser o problema.

ESTRATÉGIA COMPLICADA

O problema de admitir a chegada do novo sedã está no portfólio atual da Peugeot no Brasil, que hoje, no lugar do 301, já tem o 207 Passion. O carro foi criado a partir do 206 SD (sedã), produzido desde 2005 no Irã pela Khodro. Mas o carro feito em Porto Real (RJ) recebeu a dianteira e melhorias internas do 207 Hatch brasileiro. Este, na verdade, é um 206 melhorado, muito diferente do 207 que foi vendido na Europa. A Polk estima que o 207 Passion conviverá por um ano com o 301 e, depois, acabará. Seria a evolução natural em linha com a nova nomenclatura mundial da Peugeot, segundo a qual o 207 feito aqui deveria mudar de nome para 201.

O 301 é um sedã com dimensões de médio e preço de compacto – nicho já apelidado de “cheap space” (ou “espaço barato”), que já vem sendo explorado por outros fabricantes, como a Renault com seu Dacia Logan, a GM com o Chevrolet Cobalt e, mais recentemente, a Fiat com o Grand Siena. No patamar acima desse segmento estão os sedãs médios um pouco mais sofisticados, onde a Peugeot já tem o 408 feito na Argentina, que deriva da plataforma do hatch médio 308.



Tags: Peugeot, 301, mercado, Polk, projeção.

Comentários

  • Cristian M G

    Me parece bem coerente esta estratégia da Peugeot. Sem contar que o carro tem um visual muito mais atraente que o 207 Passion, algo muito valorizaos no mercado Brasileiro. Vamos torcer que venha mesmo, afinal, se tomarmos cuidado, voltamos a era das carroças. Precisamos inverter a situação de ser considerado pais emergente, o Brasil tem que se tornar uma referencia em tecnologia automotiva, e para isso precisamos quebrar muitas barreiras como o carro a Diesel, muito comum na europa, carros hibridos e elétricos. O governo precisa incentivar toda e qualquer nova tecnologia, sem protecionismo, e sim com incentivos. Vamos valorizar nossos engenheiros, cientistas, professores e doutores.

  • Henrique Rodriguez

    Só acrescento que o 207 Passion também é vendido em países próximos à Turquia e em alguns mercados da África. Aliás, surgiu como 206 Sedan, e este ainda é vendido em alguns mercados.

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