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Insumos | 04/06/2012 | 15h27

Crise desestimula siderúrgicas

Capacidade ociosa e margens apertadas já comprometem investimentos no setor

AGÊNCIA ESTADO

Os investimentos do setor siderúrgico foram os mais prejudicados pela crise. Com uma capacidade produtiva excedente espalhada pelo mundo de 526 milhões de toneladas de aço, siderúrgicas estão com as margens de lucro pressionadas e não têm incentivo para investir. Levantamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aponta que as siderúrgicas instaladas no Brasil planejam investir R$ 21 bilhões entre 2012 e 2015, R$ 12 bilhões a menos que o calculado pelo banco no ano passado para o período 2011-2014 e inferior até aos R$ 28 bilhões investidos no ciclo 2006-2009.

Segundo Fernando Puga, chefe do departamento de análise econômica do BNDES, o banco está reavaliando os dados e a estimativa de investimentos das siderúrgicas pode ser reduzida em breve. Ele explica que a maior dificuldade é que os projetos são voltados para o mercado externo porque a produção local supera a demanda doméstica.

Um exemplo dos problemas do setor é a venda da participação da alemã Thyssen na CSA. Segundo fontes do mercado, o ativo é bom e está barato, mas vai ser difícil encontrar comprador. A Arcelor Mittal anunciou o adiamento de um investimento de US$ 1,2 bilhão na Usina de João Monlevade, em Minas Gerais, por falta de demanda no mercado externo.

"Hoje temos excedente de aço significativo até na China", diz Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil. Os custos de produção no Brasil também atrapalham. É necessário investir US$ 1,8 mil para cada nova tonelada de aço feita no País, ante US$ 1 mil na Índia e US$ 550 na China.



Tags: BNDES, siderurgia, setor siderúrgico, Fernando Puga, Thyssen, CSA, Arcelor Mittal.

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