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Legislação | 14/05/2012 | 18h24

Cota para veículos importados sem imposto maior sai este mês

Abeiva aguarda medida para aliviar negócios

GIOVANNA RIATO, AB

O principal pleito dos importadores de veículos deve ser atendido até o fim deste mês, com o anúncio de cotas de importação para sócios da Abeiva, entidade que reúne importadores sem fábrica no Brasil. Em entrevista à imprensa na segunda-feira, 14, Flávio Padovan, presidente da organização, disse que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, garantiu que adotaria medidas para estimular os negócios do segmento.

- Veja aqui as estatísticas da Abeiva.

Padovan não detalhou como o desconto no IPI gordo dos carros importados será concedido. “É papel do governo divulgar e explicar isso. Não posso interferir.” O que estava em negociação desde o ano passado era a definição de um determinado volume, em torno de 200 mil veículos, que pudesse ser importado sem o adicional de 30 pontos no imposto. A Abeiva ficaria responsável por dividir as cotas entre os associados. Dessa forma, o governo manteria sob controle o avanço dos carros importados no mercado nacional sem inviabilizar os negócios do segmento, responsável por 882 concessionárias que empregam 35 mil funcionários.

Para Padovan, além de gerar postos de trabalho, o setor estimula a atualização tecnológica dos veículos nacionais. “As cotas são perfeitamente viáveis e justas”, defende. Segundo ele, a adoção desse sistema faria sentido diante do que foi definido na renegociação do acordo automotivo com o México, que também determinou cotas de importação de carros produzidos naquele país (leia aqui).

“Dentro do novo regime automotivo, as empresas que não têm intenção de produzir no Brasil terão dificuldade para sobreviver”, alerta. Entre as associadas da entidade, as chinesas JAC Motors e Chery já confirmaram a instalação de fábricas no País. BMW e Land Rover, esta última comandada no Brasil pelo próprio Padovan, congelaram os planos de construir plantas locais após o anúncio da política industrial para o setor, batizada de Inovar Auto. O executivo disse que pretende avaliar cuidadosamente o impacto das medidas e vai tomar a decisão sobre a fábrica local até o fim do ano.

INCENTIVO

Entre janeiro e abril as vendas de carros importados pelos sócios da Abeiva caíram 9,2% sobre o mesmo período de 2011, para 52,1 mil unidades (leia aqui). Com a economia em desaceleração e sem um alívio nas novas regras, a queda deve se aprofundar nos próximos meses. “Começamos a sentir mais o problema em abril, quando zeramos os estoques de carros importados sem o adicional do IPI”, explica Padovan.

Apesar de a entidade enxergar as cotas de importação de veículos como caminho para resolver o problema, para o governo a questão pode não ser tão simples. De um lado, os negócios do segmento estão em queda, ameaçando a lucratividade de algumas marcas no País. De outro, permitir que empresas tragam veículos do exterior sem pagar a taxa adicional pode gerar confronto com as montadoras instaladas no País, que terão de cumprir metas de conteúdo regional, investir em engenharia, pesquisa e desenvolvimento e eficiência energética para ficar livres da tributação.

Assista à entrevista exclusiva de Flávio Padovan, presidente da Abeiva, a ABTV:



Tags: cota, importação, veículos, Abeiva.

Comentários

  • Anderson

    Agora o bicho pega. Os verdadeiros valores aparecem agora! espero que nada muito fora da realidade seja repassado para nos, consumidores... mas vejamos. A Jac até agora, só mudou a tabela de preços de revisão...

  • Fred

    Já tava na hora. Foi só a JAC chegar derrubandos os preços pra todo lado que o IPI apareceu. Engraçado como as coisas são aqui no Brasil.

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