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Financeiras | 19/04/2012 | 22h00

Banco Volkswagen inova: 25% de entrada, 35 meses e 40% no final; ou outro carro

Plano piloto deixa prestação mais barata

Pedro Kutney, Automotive Business

Pedro Kutney, AB

O Banco Volkswagen lançou esta semana um plano piloto de financiamento inovador, com o objetivo de reduzir o valor das parcelas e os prazos de pagamento, para dessa forma fazer prestações caberem no bolso de mais consumidores e ampliar o acesso ao crédito –problema que vem retraindo as vendas de veículos desde o ano passado. A fórmula é um bem-bolado plano de 36 meses em que, na prática, o cliente financia só 35% do valor do bem, pois dá uma entrada de 25% e os 40% restantes podem ser pagos só na última parcela, quando o comprador poderá optar entre quitar a dívida, refinanciar o montante devido ou entregar o carro para saldar o contrato e ainda dar entrada em um novo financiamento de outro zero-quilômetro.

Claro que esta última é a opção mais desejada pela Volkswagen. “Apostamos nisso, que o cliente vai querer trocar de carro e assim fará a roda do mercado girar”, afirma Marcos Ferreira, gerente de marketing e desenvolvimento de novos negócios do Banco Volkswagen. “Fizemos o plano pensando no cliente que não quer ou não pode dar uma entrada muito grande nem assumir uma prestação alta. Conseguimos fechar essa equação transferindo uma grande parte do pagamento para o fim do contrato”, acrescenta. Em tese, ao reduzir as parcelas sem aumentar a entrada nem o prazo, a instituição financeira tende a aprovar mais fichas, pois o porcentual da renda comprometida com o financiamento fica menor, o que candidata maior número de pessoas ao crédito.

Ferreira explica que, por enquanto, o plano, batizado Total Plus, será oferecido até o fim de junho só para a compra do Gol zero-quilômetro nas concessionárias da Grande São Paulo e Litoral do Estado. Mas depois o objetivo é ampliar o novo formato de financiamento para todo o Brasil e para toda a linha da marca. “Fizemos primeiro só um produto piloto, para testar o mercado, avaliar sua aceitação e fazer as correções necessárias”, informa Ferreira.

Outro aspecto interessante do plano é que podem ser incluídas e diluídas nas parcelas despesas com documentação, IPVA, acessórios (como um GPS ou sistema de som) e seguro anual ou até o fim do plano, tudo em um só contrato, pago no mesmo carnê. “É uma vantagem que simplifica a vida do cliente, pois assim ele não tem de pagar três ou quatro carnês ao mesmo tempo, com taxas diferentes, nos primeiros meses e as finanças ficam mais aliviadas”, avalia o gerente. Ele informa que todos os extras são divididos nas parcelas do financiamento com a mesma taxa de juro – que no caso do plano de 36 meses é de 1,38% ao mês.

FLEXIBILIDADE

O Banco Volkswagen fez uma simulação com um Gol 1.0 vendido a R$ 32.990, incluindo no plano os custos do seguro por um ano, um GPS e despesas de despachante e IPVA. Com entrada de 25% (R$ 8.247,50), o cliente vai pagar 35 parcelas de R$ 845 (taxa de 1,38% ao mês) e a 36ª de R$ 13.196, correspondentes aos 40% do valor do bem. Calculando uma desvalorização do carro de 15% no primeiro ano e de 10% em cada um dos dois anos subsequentes, o valor do usado em torno de R$ 22.700 seria, de fato, suficiente para quitar a dívida e dar a entrada em outro financiamento.

Mas esse é só um exemplo, pois é possível negociar o contrato de CDC (crédito direto ao consumidor) em quantos meses o cliente quiser, até o teto de 60 meses. No plano mais longo, no entanto, a parcela final é de 30% do preço do carro. Ferreira diz que o plano de cinco anos ainda é um dos mais procurados, correspondendo de 40% a 45% dos contratos fechados.

Apesar de se parecer com um leasing operacional (espécie de aluguel de longo prazo com opção de compra do bem no fim do contrato), o Total Plus é um CDC, produto eminentemente financeiro. Ferreira explica que a principal diferença é que, no leasing operacional estão incluídos os custos de manutenção e a compra do veículo é opcional, enquanto o CDC ainda não inclui a manutenção e a aquisição é obrigatória – embora o cliente possa, caso queira, refinanciar a parcela final.

Ferreira acredita, no entanto, que é uma questão de algum tempo mais para que o leasing operacional chegue ao mercado brasileiro. “A principal condição para isso, que é a redução das taxas de juro, já está acontecendo”, diz. Muito difundido na Europa e América do Norte, o leasing operacional não emplaca no Brasil porque os juros altos praticados fazem com que o valor do contrato seja muito maior do que vale o bem financiado ao fim do plano, assim não vale a pena para a instituição financeira ou concessionário receber o carro de volta depois de alguns anos.

SEM RESTRIÇÕES ADICIONAIS

Sobre a reclamação dos concessionários de aperto no crédito para a compra de veículos, com maior rigor das financeiras para aprovar fichas em virtude da alta da inadimplência, Ferreira avalia que as políticas de concessão não estão mais restritivas. “As condições, as regras para aprovação, continuam as mesmas. O que mudou foram as condições de mercado. Os prazo ficaram menores e isso faz as prestações aumentarem, o que compromete a renda acima do porcentual considerado seguro, e aí o financiamento não é aprovado”, explica.



Tags: Volkswagen, Banco Volkswagen, financiamento, crédito.

Comentários

  • edinaldo

    gostaria de saber qual as taxas de juros para o gol novo geracao vi

  • eduardo

    A maioria das pesssoas que eu conheço aqui na minha regiao fazem essas prestraçoes de 800 reais mais nao conseguem pagar depois de algum meses

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