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Tecnologia e Engenharia | 15/04/2012 | 08h38

Dilma: produção de tecnologia é a nova agenda

Presidente incentivou programa de competitividade do Senai

Redação AB

Redação AB

A presidente da República, Dilma Rousseff, afirmou na sexta-feira, 13, que a inovação e a geração de conhecimento tecnológico passam a integrar a “nova agenda para o Brasil” e são parte das ações para desmontar os entraves ao crescimento sustentável do Brasil. “Temos de ser contemporâneos do momento histórico e apostarmos em ciência e tecnologia, inovação e educação”, disse, durante discurso na solenidade de apresentação do Programa Senai de Apoio à Competitividade, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

Na presença dos ministros Fernando Pimentel, do MDIC, e da Educação, Aloizio Mercadante, e dos presidentes do BNDES, Luciano Coutinho, e da CNI, Robson Andrade, Dilma situou as ações para geração de conhecimento tecnológico no mesmo patamar das medidas macroeconômicas que vêm sendo adotadas para aumentar a competitividade e a produtividade da indústria nacional.

“Além de colocar os juros e o spread no padrão internacional, desonerar tributos sem comprometer a situação macroeconômica do Brasil e atuar contra a chamada desvalorização cambial competitiva, temos de ter capacidade de projetar, de fazer engenharia”, disse. O discurso ocorre dez dias após o anúncio de novas medidas de estímulo à competitividade da indústria e dois dias depois de retornar de viagem aos Estados Unidos, onde se reuniu com o presidente Barack Obama e visitou a Universidade de Harvard e o Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Dois dos mais importantes centros de produção tecnológica do mundo, Harvard e o MIT estão entre os centros de excelência estrangeiros que vão receber 101 mil estudantes graduando e pós-graduandos brasileiros das áreas de ciências, química, biologia e engenharia. “Temos de investir na capacidade de transformar ideias em ação e, no caso do Brasil, de forma mais acelerada para reduzir os nossos gargalos”, disse.

VERBAS PARA O SENAI

A solenidade marcou o repasse de R$ 1,5 bilhão do BNDES para financiar parte do programa do Senai, uma das ações previstas pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), criado por Dilma em outubro de 2011. Outros R$ 400 milhões serão recursos próprios da entidade.

As ações previstas incluem a instalação de 23 institutos de inovação, 38 institutos de tecnologia, a construção de 53 centros de formação profissional e a reforma de 250 escolas até 2014. Os institutos de tecnologia vão oferecer às empresas serviços de metrologia, ensaios e testes laboratoriais para atestar ou elevar a qualidade dos produtos brasileiros. Hoje, a maior parte desse serviço é feito no exterior.

Esses institutos também vão oferecer educação profissional em todos os níveis, inclusive cursos superiores. Com esse investimento, o Senai deve alcançar 4 milhões de matrículas ao ano em 2014, quase o dobro das 2,5 milhões registradas no ano passado.



Tags: CNI, Senai, MDIC, BNDES, competitividade, MIT, Universidade de Harvard.

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