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Consultoria | 09/04/2012 | 17h20

Brasil consolida nova realidade política e econômica

Ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, mostra tendências para 2012

Sueli Reis, Automotive Business

Sueli Reis, AB

“O Brasil vive um dos melhores momentos de sua história por ter construído condições sólidas de desenvolvimento e crescimento econômico para o longo prazo.” Assim definiu a situação atual brasileira o ex-ministro da Fazenda e sócio da Tendências Consultoria, Maílson da Nóbrega, durante sua explanação sobre as perspectivas para a economia durante o III Fórum da Indústria Automobilística realizado por Automotive Business nesta segunda-feira, 9, no Golden Hall do WTC, em São Paulo (SP).

O ex-ministro afirma que o País evoluiu nos últimos anos e reconheceu sua capacidade de crescimento, mesmo com o cenário de crise internacional que afeta diretamente o mercado interno. Para ele, o País se mostra muito mais resistente a partir de sua estabilidade econômica. “O Brasil reverteu a situação de devedor e passou para credor do mundo: suas reservas somam o equivalente a US$ 356 bilhões, ante uma dívida de US$ 299 bilhões, e recentemente a agência de classificação de risco independente Moody’s anunciou que deverá revisar este ano a nota de rating do País: são sinais claros de crescimento de uma economia sustentável”, disse.

Em âmbitos internos, Nóbrega projeta as tendências para 2012, começando pelo PIB, que deverá crescer de forma mais acentuada, 3,2%, o que significa aumento de 0,8 ponto porcentual sobre 2011. Ele acrescentou os fatores que contribuirão para esse resultado: a baixa taxa de desemprego, que em 2012 deve ficar em 5,8%, a menor da série histórica; o aumento da renda acima da inflação, cujo centro da meta é de 4%; a expansão do crédito e a dos índices de confiança. A inflação (IPCA) deve ficar entre 5,3% e 5,5%, enquanto os juros da taxa Selic (que segundo ele terá mais uma redução este mês) devem encerrar o ano em 9%. As estimativas para a balança comercial apontam superávit de US$ 25 bilhões, ainda puxado pelas commodities, e taxa de câmbio a R$ 1,70. O agora consultor estima que em 2013 a economia volte a registrar crescimento na ordem de 4% a 4,5%.

Resgatando o contexto histórico brasileiro, Nóbrega aponta que o País construiu seus alicerces de hoje baseados em investimento, qualificação de mão de obra e produtividade e que com isso possui importantes instituições que asseguram essa nova realidade econômica: “Temos um Banco Central com autonomia, um judiciário independente, disciplina no mercado, uma sociedade que aprendeu ser intolerante à inflação. É claro que ainda há muito a fazer, mas este se tornou um País previsível, o que lhe permite ter a capacidade de detectar erros e corrigi-los.”

Nóbrega acrescenta que o próximo passo será manter essa capacidade de estabelecer o crescimento da economia e continuar criando condições para o desenvolvimento. “O País atravessou uma linha divisória que não tem mais volta e é muito improvável que essas duas áreas (economia e política) retrocedam. O risco para o Brasil no futuro é perder oportunidade, é crescer pouco.”

Assista à entrevista exclusiva de Maílson da Nóbrega na Automotive Business WebTV:



Tags: Fórum da Indústria Automobilística, economia, Maílson da Nóbrega, desenvolvimento, PIB, inflação, Selic, superávit, balança comercial, commodities, Banco Central.

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