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Máquinas Agrícolas | 03/04/2012 | 17h10

CNH elevará operações na Argentina

Plano inclui nova fábrica e aumento de índice de nacionalização para 40%

Sueli Reis, Automotive Business

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Sueli Reis, AB

A CNH, braço fabricante das máquinas agrícolas e de construção Case e New Holland, que pertencem à Fiat Industrial, elevará para 40% seu índice de nacionalização na Argentina, meta prevista para ser alcançada até o fim de 2013. O nível foi acordado entre a montadora e pouco mais de cem fornecedores dos setores químico, eletrônico, mecânico e metalúrgico que se reuniram para uma rodada de negócios no fim do mês passado, logo após encontro com a ministra da indústria argentina, Debora Giorgi, que exigiu esforço maior das empresas para produzirem no país.

Neste ano a CNH deu início às atividades de montagem local em regime de CKD de alguns modelos de tratores e colheitadeiras, que por hora utiliza poucos componentes made in Argentina. O que aumentará o índice local de produção será a nova fábrica da CNH, prevista para abrir as portas no último trimestre deste ano: a planta terá 30 mil metros quadrados e está em fase de construção dentro do complexo industrial da Fiat localizado em Córdoba.

Segundo o diretor de compras da CNH para a América Latina, Ricardo Ribeiro, a elevação do índice de nacionalização será progressiva. “Nossa nova fábrica permitirá aumentar as atividades industriais do país, ajudando a manter o equilíbrio exigido pelo governo”, disse.

Além de abastecer o mercado interno, Ribeiro conta que a intenção é transformar a produção argentina em base exportadora para mercados vizinhos como Paraguai, Uruguai, Chile e Venezuela. Lá serão fabricados modelos de colheitadeiras de grande porte, que já são produzidos no Brasil, e um modelo de trator de baixa potência, cuja produção será exclusivamente argentina.

O executivo conta que além da fábrica da CNH, o local abrigará também uma unidade da FPT Industrial, divisão do Grupo Fiat responsável pela produção de motores diesel. Os investimentos para a concepção das duas plantas — CNH e FPT Industrial — somam US$ 100 milhões, dos quais US$ 30 milhões serão utilizados somente para o prédio da CNH. O aporte foi anunciado há exatamente um ano pelo CEO do Grupo Fiat, Sérgio Marchionne, em uma reunião com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Na região da América Latina a empresa também aumentará sua produção de máquinas de construção: no início de março deste ano a Fiat Industrial comunicou o investimento de R$ 600 milhões em uma nova fábrica da CNH no Brasil, em Montes Claros, MG (leia aqui).



Tags: CNH, Fiat Industrial, FPT, máquinas agrícolas, CKD.

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