Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Mercado e Negócios | 21/03/2012 | 09h30

Argentina vai propor renegociação com o México

Enquanto isso, fabricantes de automóveis instalados no Brasil avaliam impacto do sistema de cotas

Automotive Business

NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR
Email RSS Twitter WebTV Revista Mobile Rede Social


Paulo Ricardo Braga, AB

A ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, divulgou comunicado na terça-feira, 20, manifestando o propósito de renegociar o acordo de livre comércio estabelecido com o México, como acaba de fazer o Brasil. Ela justificou a iniciativa citando os elevados déficits na balança comercial automotiva com aquele país em 2011, que se aproximou de US$ 1 bilhão.

O esforço para equilibrar as contas externas da Argentina ocorre em momento de dificuldades na economia do país, marcado pelo alto nível de inflação, escamoteado pelo governo. O índice, segundo sondagem realizada pela Universidad Torcuato Di Tella, divulgada nesta terça-feira, 20, deve marcar um avanço de 35% nos próximos doze meses.

As dificuldades na repactuação entre Brasil e México mostram que a tarefa argentina não será fácil. A revisão do acordo de livre comércio promovida com a ajuda do Itamarati ficou longe de uma solução de pleno consenso, capaz de atender aos diferentes interesses envolvidos nas negociações. Conduzido entre representantes dos governos dos dois países, o entendimento desembarcou na definição de cotas de exportação, sem ouvir expressamente a vontade das montadoras brasileiras, contrariadas por caber aos fabricantes mexicanos determinar as quotas de automóveis destinados ao nosso mercado.

Ainda que a complementariedade nos programas das montadoras brasileiras não alcance com o México o mesmo grau do que ocorre em relação à Argentina, os avanços estratégicos vinham sendo nítidos e serão necessárias revisões importantes em volumes para o enquadramento das companhias no novo acordo.

DEFICIT ELEVADO

As negociações com o México feitas diretamente pelo governo brasileiro quebraram a rotina de serem conduzidas pelo bloco do Mercosul. Agora é a vez da Argentina estabelecer proposição sozinha, para evitar equivalente avanço dos carros mexicanos em seu território, como registra nota publicada pelo O Clarin, de Buenos Aires. O jornal anuncia a tentativa de renegociação como o resultado de um déficit multimilionário na balança comercial.

A publicação faz referência a nota divulgada pela ministra da Indústria, Débora Giorgi, segundo a qual o país vai pleitear uma reformulação do acordo de comércio automotivo com o México que, em 2011, provocou um saldo negativo de US$ 995 milhões (US$ 380 milhões em 2010). “É imprescindível encontrar novas pautas de comércio que permitam equilibrar a balança setorial”, afirmou Giorgi nesta terça-feira, 20, durante reunião do Conselho da Micro, Pequena e Média Empresa.

ACORDO BRASIL - MÉXICO

O acordo sobre a importação de automóveis com o México foi anunciado oficialmente dia 16 de março, com o acerto de cotas de exportação pelo prazo de três anos e isenção de tarifas de importação para veículos leves. A medida começou a vigorar em 19 de março. As exportações de veículos leves de cada um dos países serão isentas de tarifa de importação até o limite de US$1,45 bilhão no primeiro ano de implementação da revisão acordada; US$1,56 bilhão no segundo ano; e US$1,64 bilhão no terceiro ano.

Também foi definida a elevação no cálculo de conteúdo regional dos veículos leves. A taxa passou de 30% para 35% no primeiro ano, passará a 40% no segundo ano e os dois países estudarão a possibilidade de elevação da taxa no terceiro ano.

Segundo comunicado do MDIC, após o prazo de três anos, voltará a vigorar livre comércio de veículos leves, como disposto no Acordo de Complementação Econômica nº 55. Informações de bastidores revelam que veículos comerciais não devem ser enquadrados no pacto, já que as características dos caminhões utilizados nos dois países são diferentes, incluindo normas de emissões.



Tags: Acordo automotivo, importações, cotas de importação, veículos, Débora Giorgi.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

AB Inteligência