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Mercado e Negócios | 03/02/2012 | 18h25

Brasil e México renegociarão acordo automotivo

Dilma e presidente mexicano iniciaram entendimentos por telefone

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Na foto de Fabio Rodrigues Pozzebom, da Agência Brasil, estão Fernando Pimentel e Antônio Patriota

Redação AB, com informações da Agência Brasil e Anfavea

Em artigo assinado por Luana Lourenço, a Agência Brasil informa que os governos do Brasil e do México decidiram renegociar alguns pontos do acordo automotivo. O assunto foi discutido na sexta-feira, 3, por telefone, entre a presidente Dilma Rousseff e o colega mexicano Felipe Calderón. A conversa, que ocorreu por iniciativa do governo mexicano, foi acompanhada pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, e das Relações Exteriores, Antônio Patriota.

“Vamos começar um processo de negociação dos termos do acordo já na semana que vem. No momento atual, o acordo é desequilibrado contra o Brasil. Foi uma conversa produtiva, o presidente Calderón manifestou total abertura em rever os termos do acordo”, disse Pimentel.

Por causa das perdas, o Brasil cogitava utilizar a cláusula de saída prevista na negociação, o que, na prática, significaria o fim do acordo. “Levantamos a possibilidade da cláusula de saída caso não se chegue a um bom termo, mas estamos certos de que vai ocorrer um entendimento. E hoje, com a conversa com o presidente Calderón, isso ficou muito claro. O México tem enorme interesse em manter o acordo e admite a revisão das condições”, avaliou Pimentel.

As negociações serão conduzidas pelo MDIC, pelo Ministério das Relações Exteriores e os equivalentes mexicanos. Devem começar na próxima semana com a vinda de representantes mexicanos ao Brasil. A expectativa é de que os dois países resolvam a questão até o fim de fevereiro.

“Existe disposição de chegar a entendimento. Houve reafirmação de ambas as partes de engajamento em uma relação muito próxima política e economicamente entre os dois países”, acrescentou Patriota.

Firmado em 2002, o acordo permite as importações de automóveis, peças e partes de veículos do México com redução de impostos, mas só vale para veículos de passeio. Uma das mudanças que o Brasil deverá sugerir na revisão do acordo é a inclusão de outras categorias, o que poderia diminuir o desequilíbrio para a balança comercial brasileira, segundo Pimentel.

“Queremos aumentar o conteúdo regional na produção dos veículos, tanto no México como no Brasil, e aumentar o escopo do acordo, de forma que não seja apenas para automóveis de passeio, como é hoje. Que inclua também caminhões, ônibus e utilitários, o que poderia melhorar o saldo, que hoje é totalmente negativo para o Brasil.”

POSIÇÃO DA ANFAVEA

A Anfavea emitiu comunicado registrando que considera importante a manutenção do acordo de comércio automotivo Brasil-México, celebrado em 2000, por sua relevância como fator de integração comercial e de fomento do comércio bilateral entre os dois países. A entidade revela que o comércio automotivo de veículos e peças entre os dois países, no valor de US$ 4,3 bilhões em 2011, representa 47% do fluxo comercial entre os dois países. Entre 2000 e 2011 as exportações brasileiras de veículos e peças para o México totalizaram US$ 21,2 bilhões e as importações totalizaram US$ 8,7 bilhões.

Ainda segundo a nota divulgada, a Anfavea entende que acordos internacionais de comércio, a exemplo do Acordo Brasil-México, são dinâmicos e podem ser atualizados, ampliados ou ajustados em sua abrangência e condições. A associação defende também a celebração de novos acordos internacionais de comércio e preferências tarifárias, como instrumento indutor e promotor do comércio exterior brasileiro e como fator de estabilidade e de competitividade das relações de trocas.



Tags: MDIC, acordo automotivo, autopeças, veículos, Dilma Rousseff.

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