Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Elétricos e híbridos | 31/01/2012 | 17h58

São Paulo terá mais três ônibus movidos a hidrogênio

Investimento é estimado em US$ 3 milhões

Sueli Reis, AB

NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR
Email RSS Twitter WebTV Revista Mobile Rede Social


Sueli Reis, AB

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), coordenadora do consórcio que desenvolve o projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio, e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), firmaram contrato para a aquisição de mais três ônibus equipados com célula de hidrogênio a um custo de aproximadamente US$ 1 milhão cada veículo.

De acordo com a EMTU, os novos ônibus a hidrogênio terão índice de nacionalização superior ao protótipo testado em 2007. A novidade fica por conta da produção nacional do motor elétrico de tração como tentativa de reduzir o custo de produção dos veículos, informou a companhia. Continuam importados as células a hidrogênio, as baterias auxiliares de tração e os tanques de armazenamento de hidrogênio. O motor elétrico será produzido pela Weg, enquanto os chassis e carrocerias serão fornecidos por Tuttotrasporti e Marcopolo, que já participaram da concepção do protótipo. A EMTU será responsável pela monitoração dos testes dos novos veículos e a decisão das especificações técnicas, aperfeiçoadas a partir das observações do protótipo durante os testes.

O contrato prevê prazo de entrega de quinze meses com início dos testes a partir do segundo semestre de 2013 na região metropolitana de São Paulo. Os veículos serão fabricados com portas em ambos os lados, diferente do primeiro que tem três portas do lado direito, o que permitirá seu funcionamento em corredores com plataformas centrais. A previsão do Governo do Estado é de que os ônibus movidos a célula de hidrogênio sejam integrados à operação da frota intermunicipal em 2014.

HISTÓRICO DO PROJETO

O projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio teve início em 1993, com o Ministério das Minas e Energia (MME), e um consórcio liderado pela EMTU, vinculada à Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, que iniciaram os estudos para o uso do hidrogênio como combustível em ônibus urbanos para o transporte coletivo na Grande São Paulo.

O PNUD entrou com o apoio financeiro do Global Environmental Facility (GEF) e outros recursos foram provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Foram investidos US$ 16 milhões para o desenvolvimento do projeto.

O contrato de fornecimento do primeiro ônibus a hidrogênio e infraestrutura de produção e abastecimento foi assinado em maio de 2006 pelo PNUD e todos os membros do consórcio: AES Eletropaulo, Ballard, Epri, Hydrogenics, Marcopolo, Nucellsys, Petrobras e Tuttotrasporti, que firmaram um cronograma de trabalho, partindo da implementação da infraestrutura do hidrogênio seguida pela fabricação e teste do ônibus protótipo, que definiu o projeto técnico final para os demais veículos, até quatro ônibus, conforme o planejamento.

A produção do protótipo teve início no primeiro trimestre de 2007, em Caxias do Sul, RS, onde ficam as fábricas da Tuttotrasporti e Marcopolo. O primeiro teste foi realizado em outubro do mesmo ano (foto), quando também teve início o processo de licenciamento da unidade de produção e abastecimento de hidrogênio no pátio da Metra, operadora do corredor metropolitano que liga os bairros de São Mateus ao Jabaquara, na capital paulista. Em dezembro de 2010 o ônibus a hidrogênio entrou em operação comercial nesse corredor.



Tags: EMTU, Marcopolo, Tuttitrasporti, PNUD, Ônibus Brasileiro a Hidrogênio, Weg, Ministério das Minas e Energia, FINEP, GEF, Metra, AES Eletropaulo, Ballard, Epri, Hydrogenics, Nucellsys, Petrobras.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência