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Combustíveis | 12/01/2012 | 11h28

Recursos do BNDES ajudarão a reformar canaviais

Produção de etanol teve queda de 20% da safra anterior para a atual

Agência Estado

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Os recursos do BNDES para a renovação dos canaviais do setor sucroalcooleiro, de R$ 4 bilhões, devem arejar e impulsionar a reforma das lavouras de cana-de-açúcar existentes, maltratadas pela falta de manutenção por mais de dois anos em razão da crise econômica e pelas adversidades climáticas sofridas nesse período.

Sem cana-de-açúcar suficiente, a produção de etanol do Brasil recuou de 30 bilhões de litros na safra 2010/11 para cerca de 24 bilhões de litros na safra 2011/12 que termina agora, queda de 20%. A produção de açúcar também foi afetada, caindo de 38,9 milhões de toneladas para 36,7 milhões de toneladas. A menor oferta tanto de etanol como de açúcar fez com que os preços dos dois produtos atingissem níveis historicamente elevados no último ano.

No caso do açúcar, o setor aproveitou os preços melhores para elevar suas exportações no período, de 25 milhões de toneladas em 2010/11 para 28 milhões de toneladas em 2011/12, mesmo com a queda na produção de açúcar. A elevação das exportações de açúcar ajudou muitas empresas endividadas pela crise financeira a reduzir seu passivo.

Já no mercado de combustíveis, a alta de preços de etanol não se reflete em aumento de receita, já que o preço da gasolina, congelado artificialmente há cerca de 5 anos, serve como teto da cotação do hidratado. Quer dizer, quanto mais o preço do hidratado sobe, mais o consumo cai, em um mercado cada vez mais lotado de carros bicombustíveis.

O setor reclama que o preço estável da gasolina afasta investidores para o etanol. Em cinco anos, o aumento de custos de produção de cana, como fertilizantes, máquinas e mão de obra, foi incluído no preço do etanol hidratado, enquanto a alta do petróleo e outros custos não foram adicionados ao preço da gasolina na bomba.

Na prática, isso faz com que o preço do etanol hidratado apenas se torne competitivo em relação à gasolina quando fica abaixo do custo de produção. É difícil pensar que um investidor queira pôr seu dinheiro em um empreendimento cujo produto é viável apenas abaixo do custo de produção.

Sem um horizonte claro para essa questão e sem matéria-prima, investimentos em novas usinas pararam. A principal empresa de máquinas e equipamentos do setor, a Dedini, não tem nenhuma encomenda para nova usina no horizonte. O faturamento da empresa caiu de R$ 2 bilhões em 2008 para R$ 1 bilhão em 2011 e no período a participação do setor sucroalcooleiro na operação total caiu de 75% para 45%.

A prioridade do setor, no momento, é plantar cana para recuperar a quantidade de produto perdida nas duas últimas safras, estimada em 150 milhões de toneladas. Nesse sentido, o programa do BNDES para renovação do cambial é positivo, assim como o fim do imposto de importação de etanol dos Estados Unidos, potencial mercado de até 13 bilhões de litros em 2020, que poderá ser atendido inteiramente pelo Brasil.



Tags: BNDES, etanol, cana-de-açúcar, sucroalcooleiro, Dedini, gasolina.

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