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Tecnologia e Engenharia | 04/01/2012 | 20h13

Mercadante defende mais valor agregado para indústria automotiva

Ministro diz que País não será só montador

Pedro Kutney, Automotive Business

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Pedro Kutney, AB
De Brasília


“O Brasil quer mais valor agregado aos produtos de sua indústria automotiva. Não queremos ser apenas um grande mercado comprador de veículos ou uma plataforma de manufatura e montagem. Queremos mais investimento em pesquisa e desenvolvimento aqui.” O recado foi dado nesta terça-feira, 4, por Aloízio Mercadante (foto), ministro da Ciência e Tecnologia, durante a apresentação do novo Ford EcoSport à imprensa brasileira e argentina, em Brasília. O ministro representou no evento a presidente da República, Dilma Rousseff.

A assertiva de Mercadante foi feita no contexto do lançamento do primeiro veículo global da Ford totalmente projetado no Brasil. “Este é o modelo que queremos”, destacou. No caso, o governo é o maior incentivador desse modelo, por meio de empréstimos de bancos públicos (principalmente o BNDES) e incentivos fiscais (leia aqui), que financiam a maior parte do investimento da Ford no Brasil, previsto em R$ 4,5 bilhões no período 2011-2015, sendo R$ 2,8 bilhões para as operações no Nordeste, especialmente Camaçari, na Bahia, e uma pequena parte na Troller de Horizonte, no Ceará, comprada em 2007 para ampliar os descontos tributários da empresa na região.

Independência tecnológica


O novo EcoSport serve de modelo para a política do governo de incentivar o desenvolvimento tecnológico da indústria automotiva no País. Na foto, ao lado do carro global desenvolvido no Brasil, da esquerda para a direita estão o ministro Aloízio Mercadante, o presidente da Ford Brasil Marcos de Oliveira, o diretor Rogelio Golfarb e o governador baiano Jaques Wagner.

Os incentivos fizeram decolar as atividades do centro de desenvolvimento da Ford em Camaçari (um dos cinco da empresa no mundo), onde trabalham cerca de mil pessoas, entre engenheiros, designers e técnicos. “É impossível criar um produto global sem compartilhar ideias e o Brasil mostrou grande maturidade nesse processo”, disse Moray Callum, diretor de design da Ford para as Américas.

Com o desenvolvimento integral do novo EcoSport, que além do Brasil será fabricado também na Índia e Tailândia para ser vendido em mais de 100 países, a subsidiária brasileira da Ford comemorou sua independência tecnológica. “Estamos levando a engenharia brasileira para o nível global. Hoje comemoramos a real globalização da indústria automotiva nacional”, destacou Rogelio Golfarb, diretor de assuntos corporativos e governamentais da Ford para a América do Sul.

Para o americano Matt O’Leary, que há um ano veio para Camaçari assumir a diretoria de desenvolvimento de produto da Ford para a América do Sul, a principal diferença de se projetar um carro no Brasil foi a faixa etária das pessoas que trabalham no centro de desenvolvimento brasileiro: “São pessoas mais jovens do que temos em relação a outros centros no mundo, ao redor de 30 anos, altamente motivadas e orgulhosas de participar de um projeto global executado em seu país”, definiu. “Muitos deles me fizeram lembrar os bons tempos do início da minha carreira.”

O’Leary também destacou o bom entendimento de negócios dos jovens engenheiros automotivos brasileiros: “Não é só engenharia e projeto, eles entendem o mercado e sabem o que precisa ser feito para projetar produtos de sucesso.”



Tags: Aloizio Mercadante, MCT, Ford, globalização, EcoSport, desenvolvimento, tecnologia, incentivos.

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