Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Mercado e Negócios | 13/12/2011 | 21h50

Renault comemora melhor ano no Brasil

Jalinier deixa o País após crescimento de 21%

Pedro Kutney, Automotive Business

NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR
Email RSS Twitter WebTV Revista Mobile Rede Social


Pedro Kutney, AB

Jean-Michel Jalinier (foto) deixa este mês a presidência da Renault do Brasil, para assumir o comando da Renault Sport F1, que fornece motores para quatro equipes da Fórmula 1. As funções mudam bastante, mas o verbo que ele mais tem conjugado continua o mesmo: acelerar. Isso porque, durante sua passagem de quase três anos pelo País, Jalinier esteve à frente de um verdadeiro grand prix de mercado. Quando chegou, em 2009, a participação da marca francesa nas vendas domésticas mal se mantinha em 4%, porcentual que cresceu para 4,8% em 2010 e subiu a 5,2% este ano, com pico de 7% em novembro – ou 9% se forem consideradas somente as praças nas quais a Renault está presente com concessionárias, que já passam de 200 e cobrem 80% do território nacional.

O aumento da fatia de mercado está diretamente relacionado com dois anos seguidos de crescimento para lá de acelerado, muito acima do ritmo médio do mercado. Em 2010 a expansão das vendas da Renault foi de 36,4% sobre 2009, enquanto a média foi de 12%. Este ano o incremento é de 21%, mais de cinco vezes acima da média de 3,3% projetada pela Anfavea, a associação dos fabricantes.

“Quando cheguei esperava por um bom desempenho, mas não tanto”, confessa Jalinier. A Renault deve fechar 2011 com quase 200 mil veículos vendidos no Brasil, o que faz do País o segundo maior mercado da marca no mundo, atrás da França e à frente da Alemanha. “Só não passamos de 200 mil unidades porque os negócios caíram um pouco neste fim de ano”, diz o executivo, que deixa o cargo para seu sucessor, o também francês Olivier Murget, com projeção de novo crescimento expressivo em 2012, em torno de 15%, três a quatro vezes maior do que os 4% a 5% estimados pela Anfavea. O objetivo é vender 230 mil Renault, garantindo evolução de mais um ponto porcentual na participação de mercado, para 6,5%.

Sustentação do crescimento

Jalinier garante que deixa a casa arrumada para Murget, com dinheiro em caixa para o programa de investimento de R$ 1,5 bilhão até 2015, que ele já começou a gastar em 2010 para começar o plano de expansão da fábrica de São José dos Pinhais (PR) e lançar novos produtos. Para Jalinier, três fatores fizeram a diferença a favor da Renault no mercado brasileiro em 2011: o ingresso em novos segmentos com o lançamento do sedã Fluence e do utilitário esportivo Duster, o aumento da capacidade produtiva e a expansão da rede, com 28 inaugurações de concessionárias em 2011, sendo que 20 delas em cidades onde a marca não estava presente antes – e este ano estão previstas mais 30 lojas.

A Renault já trabalha em três turnos no Paraná e a produtividade deve crescer dos atuais 45 carros/hora para 60 até o início de 2013, quando a capacidade deve avançar para até 300 mil unidades/ano. “Essa expansão é fundamental para sustentar nosso crescimento, pois é mais fácil cortar produção do que acelerar”, avalia Gustavo Schmidt, vice-presidente comercial. Ele destaca que os lançamentos de 2011 acrescentaram volumes importantes. O Sandero, também renovado este ano, continua a encabeçar as vendas, com cerca de 40% dos emplacamentos da marca no País. Mas o modelo já começa a perder espaço para o recém-lançado Duster, que em seu primeiro mês cheio (novembro), vendeu quase 4 mil unidades, bem acima da previsão de 2,5 mil e dos 2,7 mil do rival direto, o Ford EcoSport. Para 2012, a fórmula da Renault para o mercado brasileiro não deve mudar muito. Estão previstas sete novidades, entre versões e reestilizações. Até 2015 estão programadas mudanças maiores, com lançamentos de 13 veículos completamente novos. “Claro que vamos participar de segmentos novos também”, confirma Schmidt. “Este ano foi um bom exemplo de nossa estratégia aqui. Vamos seguir renovando permanentemente nossos produtos”, avisa Jalinier.

Mas as apostas continuam no mesmo sentido: “Não pretendemos importar modelos da Europa. Acreditamos que temos produtos adequados para o mercado brasileiro. Nossa prioridade aqui é desenvolver carros para os segmentos de maior volume”, garante Jalinier – que agora passa a lidar, no negócio da Fórmula 1, com volumes muito menores e glamour muito maior. “Mas passei bons momentos aqui. Vou com saudades.”

Assista à entrevista exclusiva de Jean-Michel Jalinier para a Automotive Business webTV:



Tags: Renault, Jean-Michel Jalinier, Olivier Murget, Sandero, Fluence, Duster, desempenho, resultado, Fórmula 1.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência