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Mercado e Negócios | 07/12/2011 | 17h37

Anfavea: mercado cresce, mas produção não acompanha

Estoque elevado reduziu as atividades

Sueli Reis, AB

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Sueli Reis, AB

Enquanto o mercado interno cresceu quase 5% nos onze meses de 2011 se comparado ao mesmo período do ano passado, a produção de veículos ficou estável, com crescimento abaixo de 1%. Até novembro, as montadoras aqui instaladas fabricaram 3,1 milhões de unidades, 0,9% a mais do que o volume entregue em iguais meses de 2010. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 7, pela Anfavea.

-Clique aqui para fazer download dos dados da Anfavea

Cledorvino Belini, presidente da entidade, considerou o crescimento “razoável” para o setor e explicou que o motivo do menor ritmo das linhas está nos estoques: “Em preparação à alta na demanda as montadoras elevaram seus estoques e o que ocorreu em novembro foi o seu escoamento”. No mês passado as empresas trabalharam com estoque total de 35 dias. Para Belini, este é um nível “teoricamente normal e condiz com a realidade do mercado brasileiro”.

Em novembro, as linhas aceleraram o ritmo em 3,4% na comparação com outubro, para um total de 274.487 unidades. Entretanto houve recuo de 9,1% sobre idêntico mês de 2010, quando foram produzidos 265.571 veículos.

Pelas projeções da Anfavea, a produção nacional de veículos deve encerrar o ano com aumento 1,1% sobre 2010, para 3,42 milhões de unidades e em 2012 os números apontam para 3,49 milhões de unidades fabricadas, aumento de 2% sobre 2011.

Exportações

Ao contrário da produção, novembro foi para as exportações o melhor mês do ano ao registrar o embarque de 55.940 veículos, incluindo caminhões e ônibus. O volume é 5,2% maior do que o registrado em outubro, quando 52.249 unidades saíram do País, e supera em 9,2% o apurado em novembro de 2010. As vendas externas, que atingiram a casa das 50 mil unidades pela primeira vez em outubro, devem encerrar 2011 com 540 mil unidades, mostram as projeções da entidade.

No acumulado de onze meses as vendas para outros mercados somaram 493.165 veículos, aumento de 4,7% com relação ao mesmo período do ano passado. Em valores, representaram US$ 14,1 bilhões, incluindo máquinas agrícolas, em crescimento de 19,9% sobre o resultado de janeiro-novembro de 2010.

Belini disse que o crescimento da demanda no mercado argentino e de outros países da América Latina é o que tem impulsionado as exportações brasileiras, e acrescentou: “O crescimento (em valores) deve-se ao reposicionamento de preço para compensar o câmbio, ao melhor mix de produtos e ao incremento das vendas de autopeças para abastecer a frota de carros que foi vendida nesses mercados no passado”.

As importações do período acumulado chegaram a 763,8 mil unidades, o que fez aumentar o déficit da balança comercial do setor na comparação com 2010. Até novembro a diferença fechou em 270,6 mil unidades a favor dos importados, enquanto que no ano passado esse volume era de 106,2 mil.

Belini considerou ser cedo demais para prever o volume das importações de veículos em 2012, mas sinalizou que a entidade vai esperar o primeiro trimestre para avaliar a questão. Entretanto, adiantou que as medidas adotadas pelo governo, referentes ao aumento do IPI em 30 pontos porcentuais para carros importados, deve ampliar o espaço para o produto nacional. Já para as exportações, a entidade projeta 510 mil unidades em 2012, o que representaria queda de 5,5% sobre o resultado deste ano.

Assista à entrevista exclusiva com Cledorvino Belini, presidente da Anfavea:



Tags: Anfavea, produção, exportação, estoque, IPI, Cledorvino Belini, balança comercial.

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