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Mercado e Negócios | 07/11/2011 | 18h56

Anfavea amplia projeção de exportações mas não revisa produção

Entidade, que antes previa queda, espera agora avanço de 7,6%

Giovanna Riato, AB

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Giovanna Riato, AB

A Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, divulgou nesta segunda-feira, 7, nova projeção de exportação de veículos para este ano. A expectativa anterior, de retração de 3,4% nas vendas para outros mercados, com 485 mil unidades, foi revisada para uma expansão de 7,6%, com 540 mil veículos. Em valor o crescimento deve ser ainda mais significativo, de 17,8%, para US$ 15,2 bilhões.


-Clique aqui para fazer download dos dados da Anfavea


Ao contrário do esperado, a revisão das exportações não resultou em uma nova expectativa de produção. “Temos uma flexibilidade de estoques e por isso não será necessário rever o ritmo das fábricas”, justifica Cledorvino Belini, presidente da organização. A medida, no entanto, indica que a flexibilidade pode não estar no pátio das montadoras mas sim no mercado interno.

O crescimento das vendas de veículos importados pode ter resultado em uma sobra na produção de veículos prevista para este ano. Com a aceleração das vendas a outros países a indústria local deve escoar este excesso sem precisar aumentar o ritmo das montadoras.

Dos 2,96 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus comercializados no Brasil entre janeiro e outubro, mais de 681 mil foram importados ou 23% do volume total. O crescimento de 5,6% do mercado interno este ano foi abocanhado pelos modelos produzidos em outros países. Enquanto o licenciamento de veículos nacionais sofreu retração de 0,5% no acumulado dos 10 meses de 2011, o emplacamento de importados cresceu 33,3%.

A expansão da produção ficou bem abaixo da registrada nas vendas. Entre janeiro e outubro foram fabricados 2,8 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no País. O volume representa avanço de 1,9% sobre o mesmo intervalo de 2010. O ritmo das fábricas também foi brando em outubro. Foram montadas 265,5 mil unidades, com crescimento de 1,7% sobre o mês anterior e retração de 9,5% na comparação com o resultado de um ano atrás.

Mesmo diante da expectativa de crescimento nas exportações para este ano, a balança comercial do setor acumula déficit cada vez maior. Entre janeiro e outubro de 2010 o saldo negativo era de 90,1 mil unidades. No mesmo período deste ano, o abismo se aprofundou para 242,9 mil veículos.

Em outubro a venda de veículos nacionais a outros mercados acelerou 17% sobre o mês anterior, para 52,2 mil unidades. O volume ficou ainda 2,2% acima do registrado há um ano. Nos 10 meses de 2011 as exportações cresceram 4,1%, para 438,2 mil veículos.

O avanço foi mais expressivo quando observados os valores. No mês passado, as montadoras faturaram US$ 1,41 bilhão com exportações, alta de 2,6% no reajuste mensal e de 8,2% no anual. Nos 10 meses do ano, o setor comercializou internacionalmente US$ 12,76 bilhões, evolução de 21,3% sobre o ano passado. “As exportações estão se recuperando, mas em uma velocidade muito lenta. O volume atual ainda é 27,3% inferior ao registrado em 2005, melhor ano em vendas a outros países”, lembra Belini.

Assista à entrevista exclusiva com Cledorvino Belini, presidente da Anfavea:



Tags: Anfavea, Cledorvino Belini, exportações, venda, importação, balança comercial, veículo.

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