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Mercado e Negócios | 27/10/2011 | 06h10

Setec quer triplicar negócios e avançar no exterior

Consultoria focada em treinamento é especializada no setor automotivo.

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Natalia Gómez, para AB

Especializada em prestar serviços de consultoria, treinamento e auditoria para o setor automotivo há quase vinte anos, a Setec garante estar pronta para um grande passo nos negócios. Até 2020, a empresa pretende triplicar o faturamento, segundo o presidente Márcio Abraham, sócio e co-fundador. O principal foco continuará a ser a indústria automobilística, que corresponde por 80% da carteira de clientes em 20 países, incluindo Ford, Volkswagen, PSA, Mitsubishi e suas cadeias de fornecimento.

Com setenta funcionários no Brasil, a companhia tem escritórios em Buenos Aires e em Santiago do Chile e pretende conquistar novos clientes, acompanhando a crescente demanda por qualidade, produtividade e melhoria de gestão. “Nem todas as montadoras ou fornecedores são nossos parceiros, então temos muitas oportunidades”, afirma o empresário. O trabalho da Setec, que consiste em capacitar fornecedores no supply chain, de acordo com critérios estabelecidos pelas montadoras, vai desde o chão de fábrica até o planejamento estratégico.

As principais frentes de atuação são a melhora da produtividade, da qualidade, gestão ambiental, segurança e gestão empresarial. A empresa contribui com treinamentos, workshops e consultoria para dar instrumentos de competitividade às empresas fornecedoras. “Se uma montadora decide reduzir o estoque, o fornecedor precisa de uma metodologia para lidar com um estoque maior, ou pode nem sobreviver”, diz Abraham.

O palco dos treinamentos pode estar nas empresas ou na própria Setec e traz rotineiramente jogos empresariais para transmitir conceitos de forma lúdica. Nessa área, entra em ação a Games for Business, empresa do grupo. Entre os clientes estão fornecedores Tier 1, do primeiro elo da cadeia, a maioria com atuação internacional e com pessoal mais capacitado. Há também fabricantes de tintas Sherwin-Williams. O elo mais frágil são os subfornecedores, em geral empresas nacionais e familiares com carência em todas as frentes de atividade e ainda sujeitos a perder seus melhores profissionais para montadoras e sistemistas.

“Fica com o subfornecedor o papel de qualificar constantemente a mão-de-obra, porque a rotatividade é elevada nessas empresas”, afirma a diretora administrativa e comercial Jeannette Galbinski, que também é sócia fundadora. Essas empresas operam com capacidade máxima e têm receio de fazer investimentos sem uma sinalização clara das montadoras.

A diversidade de culturas nas montadoras – japonesas, alemãs, americanas, francesas – é desafio tanto para a cadeia de fornecimento, que precisa estar preparada para atender diferentes critérios e padrões, como para empresas de treinamento como a Setec. "Procuramos contribuir na comunicação entre diferentes parceiros ao longo do supply chain", enfatiza Galbinski. Ela afirma que as newcomers ainda não são seus clientes porque a primeira fase na implantação no País requer esforços iniciais para compreender a legislação, projetar instalações e negociar com fornecedores. A Setec entrará na fase seguinte, quando haverá trabalho intenso em qualidade e redução de custos.

Novas frentes

A fronteira para o crescimento da Setec inclui mercados como duas rodas, linha branca e alimentos. Galbinski entende que o segmento de duas rodas é promissor porque sua cadeia não é tão desenvolvida quanto a automotiva. Já as outras indústrias têm potencial porque estão longe do nível de eficiência atingido pelo setor automobilístico. “Pela complexidade do automóvel, o setor é pioneiro na adoção de metodologias e tem grande preocupação em azeitar a cadeia de suprimentos, aperfeiçoar as rotinas na área de qualidade, evitar desperdícios e avançar em ganhos logísticos", explica.

Avanços no exterior também estão nos planos da companhia, que está já trabalha nos Estados Unidos, México, Canadá, Espanha, Portugal e Hong Kong. “Lá fora as pessoas não acreditavam que brasileiros poderiam ensinar sobre qualidade. Hoje isso não acontece mais", afirma o executivo. A Setec busca parcerias em outros países, onde escritórios próprios surgirão em dois ou três anos. Até 2020 a ordem é fincar bandeira também na Europa e Estados Unidos. Por enquanto, a empresa muda as instalações de Moema para a Marginal Pinheiros, em São Paulo, para ganhar espaço, acomodar novas turmas de treinamento e retomar as contratações.



Tags: Setec, treinamento, consultoria, auditoria, Ford, VW, PSA, Mitsubishi.

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