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26/10/2011 | 22h07

Mercado e Negócios

Com alto custo de produção, operação local da Continental Pneus está deficitária

Companhia espera recuperar lucratividade em breve


Giovanna Riato, AB

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Giovanna Riato, AB

A operação brasileira da Continental Pneus deve fechar este ano com déficit. O motivo, segundo Rogério de Aguiar, diretor de vendas e marketing da companhia para a América Latina, é a subida dos custos de produção do País. Outro fator que impactou os negócios da companhia é a concorrência com produtos importados, que chegam ao mercado nacional com preços menores.

Aguiar aponta que os gastos da indústria com mão de obra, energia e matéria-prima avançam rapidamente. A situação é diferente em outras plantas da empresa. “Nos Estados Unidos, por exemplo, os custos são mais estáveis”, conta. afirma Aguiar. Segundo ele o país oferece atualmente melhores condições para produzir do que o Brasil.

O diretor aponta ainda que a companhia tem menos fôlego para arcar com a subida dos custos por fabricar os pneus em uma planta relativamente nova em Camaçari (BA), inaugurada em 2006. A unidade foi construída com US$ 260 milhões e recebe agora outros U$$ 210 milhões para dobrar a capacidade produtiva até o fim de 2015 e alcançar cerca de 800 mil pneus anuais.

Apesar de contraditório em um cenário deficitário, Aguiar afirma que o aporte visa o crescimento no médio prazo. “Esperamos uma recuperação dos preços logo e precisamos investir. O Brasil é um país estratégico”, defende. Segundo ele, a empresa manteve a lucratividade até o ano passado e a demanda do mercado no futuro próximo deve impulsionar uma recuperação do preço dos pneus.

Vendas

A divisão de pneus de carga da Continental projeta encerrar 2011 com expansão de 20% nas vendas ao mercado de reposição, para cerca de 360 mil unidades. Os negócios no setor de peças originais também caminham bem, com contratos de fornecimento para MAN, Scania, Mercedes-Benz e Iveco.

A expectativa para 2012 é de um avanço menor, de 15%, com 390 mil pneus de carga comercializados no aftermarket. A aposta do executivo é que o mercado evolua em ritmo menor por conta do início da nova legislação de emissões Proconve P7. “Vamos seguir este plano mais conservador e, caso o mercado acelere, temos espaço para aumentar a produção”, explica.

O plano é mais arrojado para 2015, quando a ampliação da fábrica brasileira da companhia será concluída. A intenção é ampliar o market share no mercado nacional de reposição de pneus para veículos pesados de 6,5% para 10%. A ideia é comercializar a produção da fábrica local e importar cerca de 5% dos pedidos de modelos específicos de pneus que não têm escala para fabricação local

Abastecimento

Aguiar aponta que a falta de pneus que o mercado enfrentou em 2010 foi superada, mas não está completamente resolvida. Segundo ele, as empresas estão dando conta da demanda até agora e têm investimentos planejados. No entanto, ainda há problemas na produção da matéria prima.

A Ásia, polo mundial fornecedor de látex, enfrentou instabilidades climáticas que resultaram na necessidade de novas plantações de seringueira. Com isso, a oferta do material só voltará a crescer em alguns anos. O custo da matéria-prima, que está em torno de US$ 3,80 o quilo, não deve baixar tão cedo.


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