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Mercado e Negócios | 26/10/2011 | 01h24

Sinotruk define futura fábrica no Brasil

Empresa já tem terreno em Curitiba, mas faltam acertos com governo federal

Mário Curcio, AB

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Mário Curcio, AB

A Sinotruk se reúne com o governo federal na primeira quinzena de novembro para definir sua fábrica no Brasil. O fato foi revelado na tarde desta terça-feira, 25, no Salão Internacional do Transporte (Fenatran, até 28 de outubro no Anhembi).

Certamente, será mais que um dedo de prosa, pois um terreno de 275 mil metros quadrados já foi adquirido em Curitiba. Os entendimentos com o Paraná estariam avançados, mas mesmo assim a empresa diz não ter batido o martelo por esse local nem definiu o volume de dinheiro a ser gasto.

“Falar em investimento é simplório demais nesse momento”, afirma o diretor-geral da Sinotruk no Brasil, Joel Anderson (foto). Perguntado sobre o teor desse diálogo com o governo, e se seria para pedir a bênção de um regime tributário diferenciado, o executivo sentiu-se acuado e choramingou: “Me desculpe. Não posso adiantar o assunto nesse momento, falaremos assim que possível.”

Anderson se enrolou ao dizer que montaria os caminhões no Brasil em regime CKD e mesmo assim atenderia os 65% de nacionalização (exigidos pelo governo para escapar da alíquota de 30% de Imposto sobre Produtos Industrializados, IPI). Sobre os preços a ser praticados pelos caminhões a partir de dezembro deste ano, ele disse: “Ficarão de 12% a 13% mais altos.”

Em 2012 a empresa começa a certificação da rede, que tem atualmente 30 revendas. Em abril começam as vendas da linha A7, nas configurações 4x2, 6x2 e 6x4, com motores entre 340 cv e 460 cv, todos dotados de tecnologia SCR para atender ao Proconve P7. Os caminhões são equipados com freios a disco e sistema antitravamento (ABS).

A empresa já vende aqui os caminhões Howo. De abril de 2010 até setembro deste ano foram comercializadas cerca de 900 unidades. Até o fim de 2012 a empresa quer ver circulando pelo Brasil 2.200 unidades da marca Sinotruk. Em um mês ela se tornará associada à Abeiva, entidade que reúne importadores sem fábrica no Brasil.

Segundo a Sinotruk, a companhia emprega 23 mil funcionários na China, dos quais 3.500 são engenheiros. Em 2010, produziu 219 mil caminhões e atingiu US$ 13,5 bilhões em transações comerciais.



Tags: Sinotruk, governo federal, Curitiba, CKD, A7, Howo, Joel Anderson, SCR, Proconve P7.

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