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Mercado e Negócios | 06/10/2011 | 19h30

Anfavea reduzirá a projeção de exportações

Revisão será motivada pela instabilidade econômica internacional

Giovanna Riato, AB

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Giovanna Riato, AB

A Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, avisou que vai anunciar no próximo mês novas expectativas de exportações para este ano. A projeção atual é de que as vendas externas somem 485 mil unidades, com retração de 3,4% sobre o resultado de 2010. “Faremos uma análise por conta do cenário econômico internacional. Devemos revisar para baixo, o que pode refletir também nos números de produção”, entrega Luiz Moan, vice-presidente da entidade.

-Faça download da Carta da Anfavea e da apresentação dos resultados

Entre janeiro e setembro as exportações do setor somaram 385,9 mil unidades, com expansão de 4,4% sobre 2010. Houve, no entanto, retração de 0,5% em setembro sobre agosto e de 1,5% no reajuste anual, com 44,6 mil unidades.

Em valores, as exportações do mês passado somaram US$ 1,36 bilhão, com queda de 3,7% em relação a agosto, crescimento de 14,9% sobre o mesmo mês de 2010 e de 23% no acumulado do ano, com US$ 11,33 bilhões. A Anfavea afirma que a expansão foi impulsionada pela mudança no mix de produtos, com maior participação de veículos pesados.

Balança comercial

A entidade alertou durante coletiva de imprensa nessa quinta-feira, 6, sobre o desequilíbrio da balança comercial. Enquanto o País exportou 386 mil unidades no ano, as importações chegaram a 610,1 mil automóveis e modelos comerciais, um déficit de 224,1 mil veículos.

Competitividade

Ao longo da apresentação dos resultados, Moan fez questão de mostrar uma comparação das exportações feitas entre janeiro e setembro de 2011 com as realizadas no mesmo período de 2005, melhor ano em vendas externas. Na época o setor comercializou 547,1 mil unidades em outros países, resultado 29,5% maior do que o registado no mesmo período de 2011. “Isso mostra como perdemos competitividade”, alerta.

A entidade, no entanto está otimista com o novo regime automotivo. “Esta é a primeira vez que o governo busca fortalecer a inteligência automotiva no País, com exigência de investimento local em pesquisa”, acredita. Para ele, investimentos anunciados recentemente por algumas montadoras indicam que o polêmico Decreto 7567, que impõe aumento de 30 pontos no IPI de veículos que não atendem exigências de nacionalização, foi uma medida acertada.

Apesar de aguardados já há alguns meses, Moan aponta que os aportes anunciados pela Renault Nissan e PSA Peugeot Citroën no País podem ter influência do decreto. “Só na última semana as montadoras confirmaram que vão aplicar US$ 2 bilhões no Brasil. Com isso, temos US$ 21 bilhões em investimentos do setor até 2015”, destaca.

A Anfavea também aprovou a isenção de aumento de IPI para veículos importados do Uruguai, apesar de a medida facilitar a entrada de modelos chineses e coreanos montados em regime CKD. “Concordamos com o governo. Assim como o México e a Argentina, o país mantém acordo de comércio bilateral com o Brasil e a decisão respeita isso”, afirma.

Depois de anunciadas as primeiras medidas, a associação aguarda a segunda etapa do plano Brasil Maior. A expectativa é que sejam feitas mudanças que beneficiem a indústria de forma mais ampla, não apenas o setor automotivo. A simplificação da cobrança de impostos e alterações na operação dos portos, que deveriam trabalhar 24 horas por dia para facilitar o fluxo do comércio exterior, são algumas das sugestões da Anfavea para aumentar a competitividade.

Assista à entrevista exclusiva com Luiz Moan, vice-presidente da Anfavea:



Tags: Anfavea, exportação, comércio exterior, importação, veículo.

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