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Mercado e Negócios | 28/09/2011 | 19h30

Rio aumenta incentivo para ficar com a Nissan

Estado supera desconto de ICMS oferecido pelo Paraná

Pedro Kutney, Automotive Business

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Pedro Kutney, AB

Tudo indica que o Estado do Rio de Janeiro venceu mesmo a disputa para ficar com a nova fábrica que a Nissan vai construir no Brasil. Segundo uma fonte ouvida por Automotive Business nesta quarta-feira, 28, o governo fluminense ofereceu incentivos que “nenhum outro Estado poderia conceder no momento”. A engenharia de benefício tributário arquitetada para atrair a empresa envolveria não só a concessão do diferimento no recolhimento do ICMS por alguns anos, mas a transformação dessa dívida em títulos recebíveis, que no futuro seriam comprados pela própria Nissan, com grande desconto – o que na prática significaria a isenção de boa parte do imposto devido.

O investimento pode ser anunciado até o fim da próxima semana. O presidente da Aliança Renault Nissan, Carlos Ghosn, estará no Paraná nos dias 4 e 5 para anunciar investimentos da Renault no Estado (leia aqui). Depois disso, Ghosn teria reservado sua agenda no Brasil para tratar de assuntos da Nissan, com possível viagem ao Rio de Janeiro, onde poderá confirmar a fábrica na quinta-feira, 6, ou sexta-feira, 7. A agenda do governador Sérgio Cabral ainda não foi confirmada para essas datas.

Segundo notícia divulgada pela agência Reuters esta semana, o investimento em gestação da Nissan no Brasil seria de US$ 1,5 bilhão, para construir uma fábrica com capacidade para 200 mil carros/ano. De acordo com a fonte ouvida pela Reuters, fala-se em fabricar três a quatro segmentos de veículos da Nissan no País, incluindo populares e até elétricos.

Depois de rumores sobre a instalação da fábrica dentro do complexo industrial em construção do empresário Eike Batista no Estado do Rio, a Nissan começou a estudar locais no interior de São Paulo. No início de setembro, o Paraná entrou no páreo com a oferta de incentivos atraentes, também oferecidos à Renault. Seria um caminho natural, pois a empresa já produz a picape Frontier e os monovolumes Livina e Gran Livina no mesmo complexo industrial da sócia francesa, em São José dos Pinhais (foto). Foram visitadas locações em Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba, e em Ponta Grossa. Mas o governo fluminense voltou à carga com mais incentivos e, ao que tudo indicava, teria vencido a disputa pela fábrica.

Com isso, o complexo de Eike Batista em São João da Barra teria voltado às considerações da Nissan, mas hoje os municípios mais citados para receber o investimento são Resende, onde a MAN já tem fábrica, e a vizinha Porto Real, que abriga a planta da PSA Peugeot Citroën. As duas cidades formam um polo automotivo em crescimento, responsável por 6% da produção nacional de veículos em 2010, com atração de novos fornecedores. A MAN toca seu projeto de ampliação e a PSA pretende aumentar suas operações no Estado. Não se sabe ainda se terão direito aos mesmos benefícios ofertados à Nissan.



Tags: Nissan, Renault, Carlos Ghosn, Paraná, Rio de Janeiro, ICMS, Resende, Porto Real, São João da Barra.

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