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Eventos | 22/09/2011 | 19h24

Inovação depende do governo

Conteúdo tecnológico, inovação e preços compatíveis com mercado global necessitam de ações do Estado

Raquel Seco, AB

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Raquel Secco, AB

O desenvolvimento nacional de novas tecnologias e as maneiras de incrementar seu uso na indústria automotiva foram discutidos no painel Inovação para a Competitividade no 19º Seminário Internacional de Engenharia Automotiva (Simea 2011), nesta quinta-feira, 22, no Sheraton WTC.

O consenso é que sem a participação efetiva do governo não haverá mudanças e a introdução de inovações. Por experiência, Daniel Cohn, pesquisador científico sênior e diretor-executivo do Massachusetts Institute of Technology (MIT), assegura que a participação do governo e de empresas ultrapassa a questão financeira e é peça-chave para transformar novas tecnologias em produtos comerciais.

“O Brasil precisa encorajar o desenvolvimento de inovações nas empresas e nas instituições de ensino, reconhecer e valorizar os criadores de tecnologia e educá-los sobre as questões de propriedade intelectual.”

Dados apresentados por Bruno Bragazzo, diretor da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), mostram que o déficit tecnológico anual vem crescendo na última década e elevando o risco de desindustrialização no País.

Investe-se o equivalente a 1% do PIB em Pesquisa e Desenvolvimento, mais da metade vem do governo e uma boa parte do que é bancado pelas empresas é gasta na compra de máquinas e equipamentos.

O papel do setor

Outro fator de atenção apontado por Paulo Cardamone, diretor do IHS e da AEA, é a necessidade de o governo definir a importância e a posição estratégica da indústria automotiva dentro da economia nacional. Segundo ele, esta seria a maneira de encontrar uma saída eficiente para o setor.

Em sua opinião, a competitividade da indústria automotiva está relacionada à capacidade de agregar conteúdo tecnológico, de inovar e de convergir os preços para os níveis globais. Tudo depende de medidas governamentais.

“Estamos numa nova era de inovação, na qual os veículos precisam agregar características conflitantes: ser ‘verdes’, ter alto desempenho, baixo níveis de emissões e excelente qualidade. O papel da engenharia automotiva é viabilizar essa transformação, analisa o executivo.”



Tags: Simea 2011, Sheraton WTC, Daniel Cohn, Massachusetts Institute of Technology, MIT, Bragazzo, Anpei, Paulo Cardamone.

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