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Energia | 12/07/2011 | 19h40

Brasil receberá R$ 1 tri na área de energia até 2020

Maior parcela será destinada a petróleo e gás

Agência Estado

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Ayr Aliski, Agência Estado

O Brasil receberá investimentos de R$ 1 trilhão para projetos nas áreas de energia elétrica, petróleo, gás e biocombustíveis até 2020. A projeção foi apresentada nesta terça-feira, 12, pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, aos integrantes do Conselho Temático de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Do total de investimentos previstos, a maior parcela será destinada a petróleo e gás, com R$ 686 bilhões nos próximos dez anos.

Segundo Tolmasquim, a oferta brasileira de petróleo saltará de 2 milhões de barris anuais para 6 milhões em 2020, dos quais 3,2 milhões serão para a exportação. "O Brasil vai ser o primeiro exportador de petróleo a ter uma matriz limpa no mundo", disse Tolmasquim, considerando também grandes investimentos na área de etanol e energia elétrica com fontes renováveis.

As projeções da EPE indicam aplicação de R$ 90 bilhões em usinas de etanol nos próximos dez anos, o que será suficiente para atender a frota de veículos leves com motor bicombustível. A produção de etanol, que hoje oscila entre 25 bilhões e 28 bilhões de litros, chegará 73 bilhões de litros em 2020. Tolmasquim destacou que atualmente a frota tem quase 29 milhões de carros, dos quais 49% já são flex. Para 2020, a estimativa é que a frota chegue a 50 milhões de veículos, dos quais 78% com motor bicombustível.

Energia elétrica

Na área de energia elétrica, Tolmasquim também apresentou um cenário positivo. Segundo ele, nos próximos dez anos, haverá uma expansão de mais de 61 mil megawatts na oferta. "Grande parte já está contratada", informou Tolmasquim, referindo-se a uma parcela superior a pouco mais de 42 mil megawatts. Nessa conta de projetos já contratados, ele inclui a energia que será ofertada pelas usinas de Jirau (RO), Santo Antônio (RO) e Belo Monte (PA). "Isso traz uma grande tranquilidade", destacou. As projeções consideram o crescimento do PIB de 5% ao ano em média na próxima década.

No setor de transmissão de energia, o presidente da EPE explicou que está sendo considerada a construção de 42,553 mil quilômetros de novas linhas, ou seja, expansão de cerca de 43% em comparação ao total de 99,649 mil quilômetros existentes. "No Brasil, o parque de transmissão é muito robusto", disse Tolmasquim. Ele acredita que dentro de pouco tempo serão solucionados entraves envolvendo licenciamentos ambientais, o que facilitará investimentos no setor.

Apesar da expansão da geração de energia elétrica, as fontes renováveis continuarão respondendo por 83% do total em 2020, ou seja, o mesmo porcentual de hoje. As hidrelétricas, que hoje respondem por 75%, cairão para 67%. As fontes alternativas (energia eólica, pequenas centrais hidrelétricas e bioeletricidade com bagaço de cana), hoje em patamar de 8%, subirão para 16%. A energia nuclear continuará em 2% em 2020 e a térmica, em 15%.



Tags: EPE, Maurício Tolmasquim, energia, petróleo, biocombustível, CNI.

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