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Carreira | 11/07/2011 | 09h23

Ciranni, na Iveco: a Ásia é decisiva

Bom motorista, Ferrero assume Fiat Powertrain.

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Paulo Ricardo Braga

Franco Ciranni, que no fim da semana passado despediu-se dos colegas de trabalho no escritório da Fiat Powertrain em Betim e tomou um vôo em direção a Turim, na Itália, no domingo, 10, já tem uma nova missão: promover o avanço da Iveco na Ásia. Sua carreira dá nova guinada, arquitetada por Alfredo Altavilla, seu antigo chefe na FPT Powertrain e agora principal executivo da Iveco.

Apontado por Altavilla como vice-presidente de operações internacionais da fabricante de caminhões, Ciranni já sabe que terá vida dura na Ásia, onde passará dez dias por mês em Xangai. Os outros vinte ele dividirá entre Turim e a África do Sul, com passagens pela Oceania. O Brasil não está no mapa de suas atividades. Enquanto prepara a mudança da família para a Itália, um país já bem conhecido pela esposa Ester e a filha Camila, que deverá frequentar curso superior, o executivo estará ocupado nas estratégias para disseminar a marca Iveco na China. "Os resultados naquela região são decisivos para o crescimento da empresa", admitiu.

Ciranni tem 57 anos e está no Grupo Fiat há 42. Antes de se tornar superintendente da FPT Powertrain Technologies Mercosul, foi diretor geral da Fiat Auto Argentina e diretor de desenvolvimento de negócios para o mercado externo da Fiat América Latina. Foi também, por duas vezes, diretor de recursos humanos da Fiat Automóveis, em Betim.

Na sexta-feira Ciranni almoçou com um grupo de jornalistas no Hotel Emiliano, na rua Oscar Freire, em São Paulo. Um dos temas da conversa informal foi o desafio encorpar a operação da Iveco na Ásia. Em parceria com a SAIC, a montadora de veículos comerciais italiana já comercializa 170 mil caminhões e ônibus da marca na região, dez vezes mais que o volume emplacado no Brasil. Ao final, ele reconheceu que o período à frente da FPT no Mercosul deixará saudade. "Os quatro anos foram muito positivos", disse a Automotive Business.

Ele não se referia apenas ao relacionamento pessoal com os jornalistas, à experiência ousada de fazer reviver a AEA, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, ou à participação intensa em iniciativas relacionadas ao setor automotivo, que valeram destaque incomparável à fabricante de motores. Ciranni recordava também os marcos na área comercial e tecnológica, com a expansão da fábrica de Betim e a operação em Campo Largo, no Paraná, com a aquisição da Tritec, que conduziram ao lançamento da família de motores E-torQ.

Nessa trajetória de realizações, Ciranni passou pela experiência de consolidar na região as operações de powertrain do grupo Fiat, antes dispersas, sob o teto da FPT Powertrain Technologies, e também de conduzir um split, em sentido contrário, que deu origem à Fiat Powertrain (motores Otto) e FPT Powertrain (Diesel, para veículos e aplicações industriais).

Os jornalistas não conseguiram arrancar do executivo informações sobre a nova fábrica de motores da Fiat Powertrain na região de Goiana, que abrigará o complexo Fiat em Pernambuco (inicialmente seria Suape). Eles sabem que o privilégio dessa divulgação caberá ao presidente da Fiat Automóveis, Cledorvino Belini, no caso, o cliente.

Paolo Emanuele Ferrero, que nos últimos dois anos foi vice-presidente de desenvolvimento de produto da Chrysler Powertrain, nos Estados Unidos, assumirá o comando da Fiat Powertrain e a responsabilidade de abrir caminho para a exportação do E-torQ para os Estados Unidos. "Ele é um bom motorista", disse Ciranni, referindo-se à especialidade do engenheiro italiano no desenvolvimento de propulsores.

Outro desafio importante de Ferrero será estruturar a fábrica de motores no polo de Goiana, PE, para atender a nova fábrica de veículos. Será um bicilíndrico, com bloco de ferro, MultiAir e possivelmente com uma versão turbo? Ou um quatro cilindros, com bloco de alumínio, em versão 1.4 litro? Até agora, não há resposta conhecida.

Enrico Vassallo ficará à frente da FPT Industrial, depois de passar pela diretoria de vendas e marketing de varejo na Irisbus. Uma de suas primeiras tarefas será batizar os motores Proconve 6, equivalentes a Euro 5, que vão equipar caminhões e chassis Iveco para ônibus a partir de janeiro.

Ciranni ainda tem dúvidas sobre o tempo que poderá dedicar à presidência da AEA, que passou a ocupar no início do ano. Ele já reconhece, no entanto, que dificilmente dará conta de estar à frente do programa de recuperação da entidade. O vice-presidente, Antonio Megale, deverá assumir as iniciativas daqui em diante, ainda que o atual presidente continue no posto por mais algum tempo.



Tags: Iveco, Franco Ciranni, Fiat Powertrain, FPT, motores, caminhões.

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