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Mercado e Negócios | 06/07/2011 | 20h41

Alta na produção de veículos é só metade da alta nas vendas

Com 1,71 milhão de unidades, avanço foi de 4,1% no semestre.

Giovanna Riato, AB

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Giovanna Riato, AB

A indústria automotiva brasileira produziu 1,71 milhão de veículos entre janeiro e junho de 2011 com expansão de 4,1% sobre o primeiro semestre do ano passado. Em junho saíram das linhas de montagem brasileiras 295,6 mil unidades, queda de 2,8% em relação a maio e evolução de 4,1% sobre o resultado do mesmo mês de 2010.

A aceleração das linhas de montagem no semestre foi bem inferior ao crescimento dos emplacamentos, que avançaram 10% no período para 1,73 milhão de unidades. O resultado é consequência do avanço dos importados. Enquanto as vendas de modelos nacionais cresceram 3,9%, o licenciamento de veículos produzidos em outros países registrou alta de 38%, com mais de 390 mil unidades e 22,4% de participação no mercado no primeiro semestre.

Exportações

As exportações automotivas registraram avanços em valores. Com US$ 7,20 bilhões no primeiro semestre, a alta chegou a 24,9%. O resultado de junho, mês em que foram exportados US$ 1,24 milhão, ficou 9,1% abaixo do registrado em maio e 17,8% acima do anotado no mesmo mês de 2010. Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, aponta como responsáveis pela expansão a mudança no mix produtos e comercialização de peças de reposição em outros mercados.

Em número de unidades, as exportações confirmam os problemas do setor. Entre janeiro e junho foram vendidos 249 mil veículos no exterior, com alta de 3% na comparação com o ano passado. Em junho, no entanto, houve queda de 18,1% sobre o volume exportado sobre maio e de 10,9% na comparação com um ano atrás, com 36,5 mil unidades. Belini destacou ainda que, na comparação com o primeiro semestre de 2005, ano recorde em vendas aos mercados internacionais, o resultado de 2011 até junho é 29,3% inferior. “Temos que ficar atentos”, alerta.

O executivo levou recentemente ao governo um estudo sobre a competitividade da indústria automotiva nacional. A expectativa do dirigente é que o levantamento seja considerado na elaboração de uma nova política de desenvolvimento da produção e ajude a solucionar alguns gargalos. Uma das soluções, na visão do presidente da entidade, é o investimento do País em inovação. “Precisamos sair do estágio de desenvolvimento e criar, efetivamente, novas tecnologias”, defende.

Competição interna

O caminho apontado por Belini pode ser uma das soluções para atrair novamente os consumidores brasileiros, que têm visto nos carros importados uma saída para os modelos de entrada nacionais. O Índice Nacional de Satisfação do Consumidor (INSC), da ESPM, é uma das provas deste movimento.

O levantamento indica que os brasileiros estão cada vez menos satisfeitos com os carros nacionais, com queda no índice de 69,8% em abril para 62% em maio. A ESPM afirma que um dos motivos para a queda foi a ofensiva das marcas chinesas, que oferecem com modelos com ampla lista de equipamentos e preços mais baixos.


Confira aqui a apresentação completa dos dados da Anfavea.


Assista à entrevista exclusiva com Cledorvino Belini, presidente da Anfavea:



Tags: Anfavea, veículo, produção, importação, esportação, carro, veículo, montadora, Cledorvino Belini.

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