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Segurança | 08/06/2011 | 20h23

Bosch chega a 100 milhões de módulos de airbags

Marca é atingida após 31 anos de produção

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Redação AB

Na semana em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou relatório mostrando que o trânsito mata mais do que doenças como AIDS e malária, a Robert Bosch ultrapassou a marca de 100 milhões de módulos de controle de airbag produzidos desde 1980, quando foi iniciada na Alemanha a fabricação em série do então revolucionário sistema ativo de segurança, capaz de mitigar em grande medida os danos físicos de uma colisão ao motorista e passageiros.

Desde a introdução das bolsas de ar – o primeiro carro a utilizá-las foi o Mercedes-Benz Classe S, um modelo topo de linha –, o equipamento se popularizou bastante em seus 30 anos de história. Atualmente, segundo dados da Bosch, cerca de 80% dos veículos novos fabricados no mundo são equipados com pelo menos um airbag, incluindo alguns dos modelos mais baratos.

Mesmos nos mercados emergentes o airbag vem ganhando espaço, embora sua presença nos carros ainda seja bem inferior à média mundial. Nos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) a proporção atual é de 50%, ou um para cada dois veículos novos. No Brasil essa realidade deve começar a mudar em breve com a nova legislação, publicada em 2009, que torna obrigatório a partir deste ano, de forma gradativa, a instalação do airbag frontal para motorista e passageiro nos carros novos fabricados no País.

Evolução

O uso largamente disseminado do airbag trouxe benefícios bastante visíveis à segurança veicular. Na Europa, por exemplo, o risco de lesões fatais para os ocupantes dos veículos envolvidos em acidentes rodoviários era duas vezes mais alto nos anos 90 em comparação com 2008. Mas não foi só o airbag isoladamente que melhorou essas estatísticas, e sim o uso combinado do equipamento com outros dispositivos de segurança que foram sendo introduzidos nos automóveis ao longo desses anos, como cintos de segurança com pré-tencionador, o sistema antitravamento de rodas (o ABS), controles eletrônicos de frenagem e de tração (EBD e ESP) e alguns outros.

Muitos desses sistemas já conversam entre si. A própria Bosch já faz essa interligação com o CSM (sigla em inglês para Mitigação de Colisão Secundária), que liga o sistema de airbag ao Programa Eletrônico de Estabilidade (ESP). Se os sensores de colisão detectam um possível impacto, o ESP automaticamente aciona os freios para desacelerar o veículo, reduzindo a força de uma possível segunda colisão.

A Bosch informa que suas unidades de controle de airbags atuais são capazes de comandar até 32 dispositivos de segurança, incluindo sensores adicionais instalados nos painéis laterais do veículo que permitem determinar a força e direção de impacto mais rapidamente. Há também sensores que detectam o peso dos passageiros e a posição dos bancos dianteiros para ativar o airbag em estágios graduais. O primeiro sistema de airbag era formado por três módulos: uma unidade eletrônica de controle, um conversor de voltagem e uma unidade de armazenagem de energia. Atualmente, o dispositivo é feito em uma só unidade e ocupa espaço cerca de 70% menor. Com produção em maior escala e menos componentes, houve também redução dos custos. A Bosch já apresentou o que chama de “versão light” da sua unidade de controle de airbag, voltada para veículos de baixo custo, como é o caso de Brasil, China e Índia. Segundo a sistemista, a utilização de plástico na carcaça da unidade garantiu a redução de peso e de custo sem perda de eficiência.



Tags: Bosch, airbag.

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