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Tecnologia e Engenharia | 06/06/2011 | 11h58

Na SAE, segredos na escolha dos materiais automotivos

Simpósio em São Paulo avaliou também aplicação da nanotecnologia.

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Redação AB

Os materiais que a indústria automobilística brasileira vai utilizar para construir seus novos veículos foram tema da palestra de abertura do simpósio Materiais Automotivos e Nanotecnologia que a SAE Brasil promovido nesta segunda-feira, 6, em São Paulo. A entidade reuniu no Centro de Convenções Milenium nada menos de 37 profissionais relacionados ao tema para desenvolver as palestras e debates. O evento, com cerca de 200 participantes, colocou em pauta também as aplicações no setor da nanotecnologia, que vem ganhando espaço no setor e permitirá ganhos expressivos na performance de produtos e em inovação.

Alberto Rejman, diretor executivo de engenharia da General Motors, que é também diretor da Seção São Paulo da SAE Brasil, abriu os trabalhos lembrando que o aço é o insumo mais utilizado atualmente no projeto de veículos e há uma série de esforços para aperfeiçoar as chapas utilizadas na estampagem, melhorando suas propriedades. Ele disse que as montadoras investem recursos expressivos em pesquisa e desenvolvimento para descobrir os segredos de novas fórmulas de seus materiais, tendo em vista facilitar a moldagem, reduzir peso e torna-los mais amigáveis ao meio ambiente.

O preço elevado do aço abre espaço para os plásticos em acabamento e funções estruturais, na forma de compósitos, borracha e alumínio. Cerâmica e fibra de carbono também ganham aplicações, embora de forma ainda tímida, enquanto o vidro cede espaço a policarbonatos.

Preço, propriedades como resistência estrutural e à temperatura, facilidade de moldagem, aspecto físico, introdução de novas tecnologias de manufatura, possibilidade de reciclagem, pressões da legislação do meio ambiente, questões logísticas e especificações globais são fatores que afetam a escolha dos materiais.

O ensino e pesquisas da engenharia de materiais em universidades brasileiras e institutos foram discutidos no painel de abertura, coordenado pelo diretor de engenharia da Delphi, Flávio Campos. Daniel Zanetti de Florio, da Universidade Federal do ABC tratou da introdução de nanomateriais em células a combustível; Fernando Galembeck, professor da Unicamp avaliou a eletrostática em materiais; Guilherme Wolf Lebrão, do Instituto Mauá de Tecnologia, apresentou a evolução dos materiais compósitos e José Zeno Fontana, analista de projetos, explicou o apoio da Finep ao desenvolvimento da nanotecnologia.



Tags: SAE Brasil, materiais automotivos, nanotecnologia, Finep, General Motors, Unicamp, Universidade Federal do ABC, Mauá.

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