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Autopeças | 03/06/2011 | 17h00

Sindipeças levanta problemas e pede soluções para o setor

Entidade divulga estudo de competitividade.

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Redação AB

O Sindipeças divulgou na sexta-feira, 3, o resumo de seu estudo de competitividade que foi entregue oficialmente em maio a vários representantes do governo, incluindo pleitos emergenciais e de longo prazo para evitar a desindustrialização do setor de autopeças. O documento levanta as diversas fragilidades dos fabricantes de componentes automotivos (especialmente as pequenas e médias empresas) e sugere incentivos.

O estudo já havia sido encaminhado, no início deste ano, à Secretaria do Desenvolvimento da Produção (SDP), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), onde serve de referência para várias medidas de incentivo à indústria nacional que estão em gestação no governo. O assunto foi divulgado pelo presidente do Sindipeças, Paulo Butori, durante o II Fórum da Indústria Automobilística, realizado por Automotive Business em 11 de abril (clique aqui para ler a matéria ), e também pelo conselheiro do Sindipeças e diretor da Automotiva Usiminas, Flávio Del Soldato, em entrevista exclusiva à AB webTV (assista abaixo).





Reivindicações emergenciais

No dia 4 de maio, o estudo do Sindipeças foi entregue oficialmente em Brasília ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e também a Nelson Barbosa, secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda. Poucos dias depois, em 9 de maio, foi a vez do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, receber o documento, que traz cinco reivindicações emergenciais, que o Sindipeças chama de “ações remediadoras de curto prazo”:

- Redução de encargos trabalhistas

- Disponibilidade de recursos para financiamentos competitivos de longo prazo

- Reforço das regras de conteúdo local (para determinar com clareza o que pode ser importado para a montagem de um veículo)

- Eliminação de impostos sobre investimentos

- Melhor classificação da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) para que a identificação dos itens importados seja clara. Atualmente, segundo levantamento da Secex (Secretaria de Comércio Exterior, do MDIC), os primeiros itens na lista dos mais importados estão classificados apenas como “Outros”.

Além das medidas emergenciais, o estudo também sugere a adoção de uma política industrial de longo prazo, com instrumentos para incentivar o aumento da oferta de mão de obra qualificada e encorajar o desenvolvimento local de tecnologia e produtos.

O resumo do estudo, intitulado “A indústria de autopeças: pressões por todos os lados”, foi divulgado no site do Sindipeças na sexta-feira, 3, e pode ser acessado aqui ou no site da entidade

Pressões

Dentre as diversas “fontes de pressão” sobre a indústria apontadas no estudo, o Sindipeças destaca o cenário macroeconômico de alta dos juros, elevação da inflação e apreciação cambial acentuada: de janeiro de 2004 a março de 2011 o dólar teve queda de 41,8% ante o real, o que tornou a moeda brasileira a mais valorizada do mundo no período. O documento também destaca saltos nos custos de produção, pressionados aumentos reais de salários, que de 2004 a 2010 somam 23%, encargos sobre a folha, que chegam a 104%, e fortes incrementos nas cotações das matérias-primas, como petróleo, aço e cobre, além da energia elétrica industrial, que subiu, em média, 80% de 2003 a 2010.

O documento ressalta a grande dificuldade vivida pelo setor em repassar todas as pressões de custo para frente na cadeia de fornecimento automotivo, principalmente por parte da base de fornecedores de nível 2 ou 3. Somados, esses fatores vem provocando acentuada perda de competitividade. Para o Sindipeças, a comprovação dessa realidade pode ser verificada no saldo da balança comercial brasileira nas autopeças, que passou de superavitária em cerca de US$ 2 bilhões em 2006 para deficitária em US$ 3,5 bilhões no ano passado – e nos primeiros quatro meses deste ano o saldo negativo já atinge US$ 1,5 bilhão.

“Somos um paciente com pneumonia dupla em estado não terminal”, diz Flávio Del Soldato, conselheiro do Sindipeças. Segundo ele, a receptividade da área técnica do governo às reivindicações da entidade foi positiva. Ainda assim, Del Soldato lamenta constatar que “num momento de recordes, a dois anos de chegar a 5 milhões de veículos produzidos no Mercosul, tenhamos de nos preocupar com a sobrevivência de uma indústria com 60 anos de história”.



Tags: Sindipeças, competitividade, estudo, autopeças, MDIC.

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