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Certificação | 03/06/2011 | 00h42

VDA para as alemãs, agora em português

Ideia é consolidar normas de qualidade

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Redação AB

Além de depender de normas e certificações para seus produtos, a indústria automobilística consolida regras para garantir o bom funcionamento de seus processos e a obediência a padrões de qualidade. A principal fonte, neste caso, é a ISO TS 16949, criada para uso universal. “A iniciativa de consolidar as exigências de todas as marcas em uma única fonte funcionou bem, especialmente no princípio”, afirma Mario Guitti, superintendente do IQA, o Instituto da Qualidade Automotiva.

O problema? Cada fabricante acabou criando um adendo à ISO TS 16949, para garantir a obediência a certas especificidades e reforço de atributos da marca. Assim, a pequena brochura condensada acabou se transformando em uma enciclopédia de novo.

Entre os alemães, em particular, há preferência pelas normas da VDA, que têm origem nas tradições automotivas do país. A VDA é uma entidade eclética, que faz ao mesmo tempo o papel de nossa Anfavea, Sindipeças, Inmetro, IQA e outras instituições. Thomas Junggeburth, executivo da BMW, é uma espécie de embaixador da VDA, representando o Quality Management Center. Dia 2 de junho, no IQA, em São Paulo, ele recebeu jornalistas para explicar seu esforço para disseminar o conhecimento organizado na associação alemã no Brasil na área da qualidade automotiva. Ele fez palestras e anunciou a disponibilidade dos manuais em português – uma facilidade para o pessoal das montadoras de origem alemã não muito familiarizado com o inglês ou alemão.

“Há um esforço em nível mundial para a convergência de normas e sistemas de certificação”, explicou Junggeburth, lembrando que há discrepâncias entre diferentes regiões. Mudam, por exemplo, os procedimentos e padrões na hora de fazer ensaios ou de homologar produtos.

Empenhado em estabelecer escritórios ou encontrar parceiros nos países emergentes, ele diz que já encontrou a solução no Brasil por meio da parceria com o IQA, mantido pela Anfavea, Sindipeças e uma dúzia de outras entidades. “As coisas são mais difíceis na China e na Índia, onde falta maior grau de organização do parque industrial”, afirmou. Ele encontra dificuldade, também, em penetrar na França e Itália, onde as montadoras e seus fornecedores utilizam outras normas de qualidade.

Sistemas de qualidade são indispensáveis para fornecedores dos fabricantes de veículos. Além de adotarem sistemas internacionais, algumas montadoras produzem um elenco próprio de normas e procedimentos para ser utilizado em suas operações. É o caso da Ford, por exemplo, com o Q1, exigido das empresas que pretendem ser fornecedoras.



Tags: Iniciativa atende Mercedes, VW, Bosch, Schaeffler, ZF....

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