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Mercado e Negócios | 24/05/2011 | 00h18

PSA pondera próximos investimentos e pode desistir de ampliar produção no Brasil

Falta de competitividade nacional pesa na decisão.

Giovanna Riato, Automotive Business

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Giovanna Riato, AB

A PSA Peugeot Citroën está convencida do potencial do mercado nacional e projeta que as vendas internas alcancem 4,5 milhões unidades em 2015. Apesar disso, o grupo questiona se o País é competitivo para receber os próximos investimentos da companhia em expansão da capacidade produtiva, que devem ser anunciados em 2013.

O aporte permitirá que a empresa dobre as vendas na América Latina para 500 mil unidades por ano a partir de 2015. “O Brasil não é o País mais competitivo do mundo. Argentina e México podem ser alternativas”, alerta Carlos Gomes, presidente da PSA para o País e a América Latina.

O grupo francês tem investimento de R$ 1,4 bilhão em curso até 2012, destinado ao lançamento de 15 novos modelos e ao aumento da produtividade na fabrica brasileira de Porto Real (RJ) e na argentina de Palomar, região metropolitana de Buenos Aires.

O alto custo das matérias-primas é um dos principais problemas. “Não importamos aço mas estamos pensando seriamente em começar. Os custos estão bem além do aceitável”, revela Gomes. O executivo considera `absurdo` o preço do insumo nacional.

A falta de engenheiros é outro ponto de alerta, junto com o elevado custo da mão de obra. “Os salários não podem crescer acima da inflação enquanto os preços dos carros avançam em ritmo inferior ao da inflação”, aponta. Para o executivo a questão não era problema até então, mas pode se tornar.

Um dos sinais é a Volkswagen, que enfrenta greve dos metalúrgicos na fábrica do Paraná. A Volvo e a Renault também fecharam acordos sob pressão na região. Por enquanto, o grupo francês não teve procupações no Rio de Janeiro. Gomes afirma que a instalação de uma fábrica fora dos polos automotivos trouxe muitos desafios mas teve a questão trabalhista como uma das vantagens.

A decisão por investir na produção nacional ou em outra nação do Mercosul deve ser tomada até o fim deste ano. O grupo vai ponderar as dificuldades e possíveis soluções para a indústria brasileira e os obstáculos em outros países. A Argentina, por exemplo, tem espaço para expansão na planta de Palomar. Em contrapartida, o país apresenta altos custos trabalhistas e sofre com um dos principais problemas de uma economia, a inflação.

Assista à entrevista exclusiva com Carlos Gomes, presidente da PSA Peugeot Citroën para o Brasil e a América Latina:



Foto: montagem do C3 Picasso na fábrica de Porto Real (RJ).



Tags: PSA, Peugeot, Citroën, Carlos Gomes, investimento, Brasil, Argentina, Mercosul, produção, veículo, competitividade, fábrica.

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