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Mercado e Negócios | 18/05/2011 | 13h25

Usiminas pode valer R$ 50 bi em 2015

Meta é mais que dobrar valor de mercado atual de R$ 22 bilhões

Chiara Quintão, Agência Estado

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Chiara Quintão, Agência Estado

O presidente da Usiminas, Wilson Brumer, disse nesta quarta-feira, 18, que a companhia pretende alcançar o valor de mercado de R$ 50 bilhões em 2015, ante os cerca de R$ 22 bilhões atuais. A nova linha de galvanização, que será inaugurada hoje, em Ipatinga (MG), faz parte da estratégia para chegar a esse objetivo.

Outra meta da empresa é obter lucro medido pelo Ebitda (ganhos antes de juros, impostos e depreciação de ativos) de R$ 8,3 bilhões em 2015. Com os investimentos previstos, a intenção é que a dívida bruta não ultrapasse três vezes o Ebitda e que a dívida líquida fique entre uma vez e duas vezes o índice.

Na nova linha de galvanização por imersão a quente, foram investidos R$ 914 milhões. “A empresa terá, a partir de hoje, oferta de 1 milhão de toneladas por ano de produtos galvanizados”, disse Brumer. A nova linha possibilitará que a Usiminas atenda, além da indústria automotiva, os setores de construção civil e linha branca.

Também integram a estratégia para chegar às metas para 2015 a autossuficiência em coque, prevista para 2013, e a entrada em operação do novo laminador de tiras a quente em Cubatão (SP), que ficará pronto no início do próximo ano. “Vamos atender mercados que hoje não atendemos e ser muito mais competitivos”, disse o presidente da Usiminas.

Parceria

Brumer disse que a empresa vai buscar um parceiro para a unidade de pelotização. A intenção é que não seja só um parceiro financeiro, mas também consumidor de pelotas. A pelotizadora terá capacidade de produção de 7 milhões de toneladas por ano e estará localizada em Minas Gerais.

A expectativa é que a pelotizadora esteja em operação até 2015 e a cidade será definida em função de logística que atenda às plantas de Cubatão e Ipatinga. Quando a unidade for concluída, a empresa exportará 20 milhões de toneladas entre minério e pelotas. A Usiminas vai investir US$ 1 bilhão na nova divisão.

Aços planos

O vice-presidente de negócios da Usiminas, Sergio Leite, afirmou que a empresa quer se aproximar de 60% de participação de mercado de aços planos para o setor automotivo, ante os 50% atuais. No fornecimento para o setor não-automotivo, a Usiminas pretende ter 30% de participação.

“Nas nossas estimativas, temos de 45% a 50% no mercado brasileiro total de aços planos”, disse Leite. Segundo ele, a nova linha de galvanização é a principal estratégia para a empresa elevar sua participação de mercado.

Reestruturação em unidades de negócios

O conselho de administração da Usiminas definiu na terça-feira, 17, a reorganização da estrutura da diretoria da companhia. “Propusemos ao conselho, que aprovou, uma reorganização da nossa empresa que agora vai estar mais focada no modelo de unidades de negócios. As unidades serão siderurgia, que é nosso negócio principal, mineração e agregação de valor ao aço, na qual chamamos atenção, principalmente, para a Soluções Usiminas”, disse o presidente Wilson Brumer.

Na unidade de siderurgia, a produção e a área comercial de aço foram reunidas num único comando. “A siderurgia vende, produz e entrega”, disse Brumer. Segundo ele, o mesmo ocorrerá em mineração e na área de agregação de valor.

Foi criada também uma área de desenvolvimento e aumento de competitividade, que vai se focar em autossuficiência de energia. “De acordo com nossos cálculos, a autossuficiência de energia poderá nos gerar economia de R$ 350 milhões por ano.” Brumer ressaltou que isso se dará de várias formas: por exemplo, com maior uso de gás nos fornos da unidade de Ipatinga.

O vice-presidente de negócios, Sergio Leite, assumirá, na próxima segunda-feira, o cargo de vice-presidente de siderurgia da Usiminas. “Teremos mais integração em produção e vendas”, disse Leite.

Até o fim do ano, a Usiminas vai definir a “otimização da unidade de Ipatinga”, segundo o presidente da companhia. Após essa definição, a companhia definirá também melhorias na usina de Cubatão.



Tags: Usiminas, siderurgia, valor de mercado.

Comentários

  • Marcelo

    Depois do que estamos vendo na bolsa e na midia, acreditar em quem?

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