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Mercado e Negócios | 12/05/2011 | 12h58

Iveco em Sorocaba está fazendo aniversário

Centro de peças da montadora é orgulho do pós-vendas.

Mário Curcio, AB

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Mário Curcio, AB

O Centro de Operações de Peças da Iveco (Copi) está fazendo um ano neste mês de maio. Com custo aproximado de R$ 30 milhões, o local fica em Sorocaba (a cerca de 100 km da cidade de São Paulo) e divide espaço com instalações da Case New Holland. Ele resulta de um aporte de R$ 570 milhões feito pela fabricante de caminhões para o período 2007–2011. “A empresa vai anunciar em breve um novo plano investimento ainda maior, com foco em tecnologia, produtos e serviços”, afirma Maurício Gouveia, diretor de pós-vendas da Iveco. O executivo não revelou a quantia a ser aplicada no Brasil, mas usou várias vezes a expressão “próximo tiro”, deixando a impressão de que será de algo como R$ 1 bilhão. Em 2012, o espaço ocupado pelas peças, que já é grande, deve dobrar.

O Copi tem atualmente 10 mil m² de área e 100 mil m³ de volume. Lá dentro, a impressão que se tem é de algo bem maior. Só o pé direito útil é de 10 metros. Há peças armazenadas a perder de vista e grandes banners verticais identificam a área dedicada à empresa. Durante visitação ao centro de peças nesta quarta-feira, 11, Gouveia utilizou números para mostrar que a Iveco vem crescendo mais que o mercado. O antigo estoque de Diadema tinha a metade do tamanho e realizava 3,5 mil atendimentos por mês em janeiro de 2007. Esse número saltou para atuais 17 mil/mês.


Cantoneiras de aço melhoram a qualidade do empilhamento e carrossel contém 12% dos kits que saem do Copi.


Carrossel alemão

Um dos xodós do Copi é um equipamento de origem alemã chamado de carrossel. Trata-se de uma torre formada por 78 prateleiras, interligadas uma sobre a outra por corrente. Cada uma é dividida em pequenos nichos (1.500 ao todo). O carrossel armazena apenas 3% das peças estocadas, mas responde por 12% dos kits que saem do local. Com um leitor de código de barras na mão, o operador do carrossel seleciona a peça desejada e o equipamento traz para baixo a prateleira em que ela está e aponta com uma luz vermelha o nicho em que foi guardada. Embora pequeno perto da imensidão que é o Copi, o carrossel reduz em 75% as operações de estoque, trazendo agilidade e produtividade. Bicos injetores, relés, pequenos rolamentos e guias de válvulas são exemplos de itens colocados ali.

Outra forma de reduzir a movimentação dentro do local foi a colocação, perto da saída, das peças de consumo elevado como pastilhas de freio, discos e filtros de ar, óleo e combustível. Lá dentro foram desenvolvidas cantoneiras especiais de aço que melhoram a capacidade e qualidade de empilhamento. O Copi tem a própria marcenaria em razão da quantidade de madeira que embala as peças. Boa parte desse material é reabsorvida. A maioria das peças que chega tem de ser reembalada, pois cada item precisa ostentar a identificação padronizada pela Iveco.

Quinze empilhadeiras ajudam na operação diária do Copi, que recebe componentes de fornecedores locais, da Europa e da Argentina. São 42 mil códigos diferentes. Metade disse é movimentada com maior frequência e o restante é de itens de menor demanda. De acordo com Iveco, as instalações em Sorocaba resultaram em 27% de redução de custos de operação e ganho de 18% de produtividade. Outros números relevantes divulgados são os 96% de atendimento imediato. Os erros de embarque estariam abaixo de 0,25% (menos de uma falha a cada 400 embarques).

Sobre a reposição de estoques das revendas, a Iveco informa prazo de um dia para o Estado de São Paulo, dois dias para o Paraná e seis para unidades da federação mais como Roraima. Em caso de atendimento de emergência, a empresa garante entrega em 24 horas (de avião se for preciso) em qualquer revenda, a partir do momento do pedido.



Tags: Iveco, Sorocaba, Copi, Case New Holland, Maurício Gouveia, carrossel.

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