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Automóveis e Comerciais Leves | 13/04/2011 | 17h24

Um Ford do Brasil para o Mundo

Presidente defende 4º lugar da Ford contra Hyundai.

Wagner Gonzalez, para AB

Wagner Gonzalez, para AB

One Ford é o slogan atual da montadora de Dearborn para governar suas atividades globais, proposta onde a engenharia brasileira vai se destacar com o projeto da segunda geração do EcoSport. Para garantir que o Brasil cumpra as metas desse programa o presidente da marca para o mercado sul-americano, Marcos de Oliveira, revelou no II Fórum da Indústria Automobilística (Golden Hall, WTC, São Paulo, 11 de abril) os planos imediatos da empresa. “Investimos R$ 4,5 bilhões até 2015 para aumentar nossa participação de mercado, modernizar nossas plantas e ampliar nossa capacidade produtiva. Considero um investimento adequado.”

Segundo Oliveira o projeto One Ford é uma excelente oportunidade para a engenharia brasileira conquistar espaço. Nesse programa marcado pela integração de todas as fábricas da marca no mundo, o projeto é delegado ao País que possui o melhor conhecimento no segmento desse trabalho. “Os países que comercializarão o veículo fazem uma adequação ao projeto, mas nada que altere os conceitos. Daí o nome One Ford”, explica o executivo que em 25 anos de carreira também já desempenhou diversas tarefas na África do Sul, Espanha, Estados Unidos e México.

Falando no contexto global de fornecimento de autopeças em função das catástrofes que atingiram o Japão recentemente, Marcos de Oliveira ponderou que o impacto direto ainda não foi sentido nas linhas de produção locais em consequência das dimensões dos estoques, que levam em conta a distância e o tamanho do “pipeline” entre os fornecedores e a sua empresa no sistema “just in time”. Ele alertou, no entanto, que os tiers 2 e 3 já sofrem com isso. “Dimensionar estoques de produção é uma ciência das mais complexas”, sentenciou.

A parceria com fornecedores foi ressaltada pelo executivo da Ford. Ele enfatizou que não é possível a uma montadora gerir sozinha a cadeia de suprimentos. Segundo ele a parceria entre os elos do supply chain é fundamental para atender especificações, garantir qualidade e até mesmo evitar recalls.

Sobre a invasão de automóveis produzidos na Ásia e a alegação da Hyundai de que em breve a fabricante sul-coreana ocupará a quarta posição no mercado brasileiro, Oliveira citou Garrincha ao mencionar que “esqueceram de combinar com os adversários…”. Para ele, o crescimento no mercado vai acontecer para quem atender a alguns parâmetros do mercado: “Vai crescer quem oferecer um produto desejado, a um preço correto e que mexa com a mente, o coração e o bolso do consumidor brasileiro. Além disso será preciso entregar qualidade de produto e de serviços, com capilaridade em todo o mercado nacional.”

Com relação ao debate de modelos alternativos, Oliveira lembrou que o modelo Fusion Híbrido está disponível em todas as revendas Ford, embora a importação futura do modelo deva diminuir em relação aos números praticados na campanha de lançamento, em 2010.

Oliveira enfatizou os avanços no programa de motores em Taubaté, SP, que atende com o Sigma o powertrain do Fiesta produzido no México e o Focus argentino. Ele desconversou a respeito do desenvolvimento de um motor de 3 cilindros que poderia ser montado em Camaçari.

Sobre as dificuldades de diluir custos logísticos consequentes de plantas em São Paulo e Bahia, o executivo ponderou que os obstáculos são menores que as vantagens: “A Ford foi uma desbravadora ao montar a planta de Camaçari, e os desbravadores enfrentam dificuldades. Mas ao levar a empresa para a Bahia abrimos mercado de trabalho e estimulamos o desenvolvimento regional. Foi um trabalho difícil, mas muito bom para o País.”

Foto: Marcos de Oliveira, presidente, Ford Mercosul



Tags: Ford, One Ford, EcoSport, Fusion híbrido, Fiesta, Focus, Camaçari.

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